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04
jun
09

dica da locadora – C.R.A.Z.Y – Loucos de Amor

Assisti ao filme C.R.A.Z.Y – Loucos de Amor há um bom tempo, pra ser exata, há uns anos atrás. Lançado no Canadá em 2005, o longa demorou para chegar no Brasil e, quando chegou, ficou pouquíssimo tempo em cartaz, sem grande divulgação. Até nas locadoras é difícil encontrá-lo. Mas, para quem aprecia a união bom filme+boa música, aconselho: peça a colaboração dos seus pais, da vovó, da vizinha e do agregado para juntar a fortuna cobrada para a locação em videolocadoras cults e assista CRAZY o mais rápido possível!!

Na ficha técnica do filme o nome de David Bowie figura como o responsável pela música. Você pode imaginar no que deu. A trilha sonora vira atriz coadjuvante, e se relaciona intimamente com a trama: a trajetória do protagonista Zac ao longo dos anos 60, 70 e 80 é brilhantemente pontuada por canções escolhidas a dedo. O country de Patsy Cline na companhia do rei Elvis Presley representam a década de 60, enquanto Pink Floyd faz jus à de 70 com Shine on You Crazy Diamond e The Great Gig in the Sky, e o desfecho, nos anos 80, se dá ao som de The Cure. Tem como melhorar?

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Os dramas de um adolescente que se descobre homossexual em uma família conservadora e cristã dão espaço a uma abordagem leve e bem humorada, que incorpora os sonhos e viagens de Zac pra dar um colorido psicodélico aos acontecimentos. A passagem seguinte resume bem o espírito do filme: os atritos com o pai são embalados por Pink Floyd e, logo em seguida, a imaginação fértil do menino rende a cena impagável de um coro de igreja cantando Sympathy for the Devil, dos Rolling Stones.


PS: peço desculpa pelos diálogos dublados em espanhol…

A trilha também conta com o cantor francês meio brega – mas de passagem marcante no mundo cinematográfico – Charles Aznavour e com a magnificência de Jefferson Airplane. O próprio David Bowie encarna na pele de Zac – ou melhor, vice-e-versa – em uma interpretação doída de Space Oddity, com direito a cara pintada e tudo. Preste atenção na parede do quarto do menino, mostrada na mesma cena, e compare com a capa do famoso Dark Side of The Moon

Ainda resta alguma dúvida sobre a íntima relação estabelecida pelo longa com o rock de qualidade?

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