Archive for the 'Dica de Segunda' Category

08
mar
10

Dica de Segunda – Jamie Cullum

Estou um pouco atrasado. Admito. Mas aqui vai: Jamie Cullum lançou ao final de 2009 o álbum The Pursuit. O quarto da carreira do compositor inglês. Essa última obra mostra um amadurecimento musical de Cullum. Ele está pendendo cada vez mais para o pop, mas é algo trabalhado e enraizado no bom e velho jazz.

Último disco mostra evolução musical

Aos poucos, Jamie Cullum se mostra um grande arranjador. Exemplo disso foi a nova roupagem que deu à canção Don’t Stop The Music, de Rihanna. Digamos que ele deixou a música bem passível de ser ouvida sem que se passe vergonha, ou tenha que se explicar para seus amigos.

Não foi a primeira vez em que ele fez isso. No disco Pointless Nostalgic, Cullum transformou High and Dry, do Radiohead. Como entusiasta do som de Thom Yorke e seus amigos, fiquei impressionado com o arranjo feito. Assim como também as versões de Wind Cries Mary, do Jimi Hendrix, e de Lover You Should’ve Come Over, do Jeff Buckley, em Twentysomething. Enfim.
Voltando ao The Pursuit, o característico jazz-pop feito pelo inglês ganha corpo nas excelentes Wheels e Music Is Through, que encerra de forma intensa o disco. Além delas, destacam-se You And Me Are Gone (mais baladinha) e I’m All Over It (o single do álbum). Ponto negativo fica por conta da óbvia Mixtape, que poderia abordar melhor a letra, que não é completamente desprezível. No todo, é um trabalho honesto. Vale a pena conferir.

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20
jul
09

Dica de Segunda – Lotusland

sugestesbrunohx6

Há algum tempo ouvi uma música em um vídeo do youtube sem saber de quem era. Tal música rapidamente se tornou uma das minhas prediletas, o que fez com que passasse a procurá-la incessantemente em diversos sites e programas de download. Um dia achei o que tanto procurava, o som que reconheci imediatamente indicava a uma banda chamada Lotusland. No entanto, a felicidade logo foi por água abaixo, pois ao procurar por tal nome no google, percebi que a banda jamais existiu. Sem resolver o mistério, adotei Lotusland como nome verdadeiro e deixo aqui o vídeo para que vocês, leitores, se identifiquem com a música ou até descubram sua ‘real identidade’. Divirtam-se.

29
jun
09

Dica de Segunda – Pete Murray

sugestesfilipeil1

Para muita gente não se trata de uma novidade.  Ele despontou como diversos artistas de nossos tempos (com um clipe na MTV), mas ainda assim é pouco conhecido no Brasil. Se isso é bom ou ruim, não cabe a mim julgar.

Cantor possui um repertório de canções honestas

Cantor possui um repertório de canções honestas

Pete Murray é um cantor e compositor australiano que emplacou o primeiro lugar na parada de seu país com três discos diferentes, que compõem sua curta discografia. Contudo, está anos-luz de ser um artista que revolucionou a música ou rock and roll como conhecemos hoje. Apenas trata-se de um cara que toca violão, tem uma banda e tira um som claro, honesto e simplesmente bom.

Seu primeiro trabalho foi The Game (2002), um disco independente que o levou a assinar contrato com um grande gravadora. No ano seguinte, veio Feeler, que conta com diversas músicas de seu primeiro álbum como é o caso dos singles Bail Me Out e So Beautiful mostrando um lado mais cru do artista no começo de carreira, porém sem deixar a desejar – afinal de contas, complexidade não é sinônimo de qualidade no mundo da música. Aliás, por vezes ocorre justamente o contrário.

PLAYMurray explodiu para o cenário global com See The Sun, que data de 2005. Esse sim, revela uma aparência mais trabalhada com toques de metais em canções como George’s Helper e uma pegada mais rock em Trust. O single que deu destaque ao cantor foi Better Days, por coincidência ou não, o mais elaborado do disco.

O último álbum é Summer At Eureka (2008), esse sim, vendido no Brasil. Apesar ser um trabalho menos simples e conter boas músicas como You Pick Me Up e Saving Grace, deixou um pouco a desejar no conjunto da obra quando comparado aos demais trabalhos. Mesmo assim é uma ótima indicação do RRT para você, em qualquer ambiente ou momento de sua vida. Aproveite.

15
jun
09

Dica de Segunda – The Donnas

sugestesbrunohx6

Da esquerda para a direita: Torry Castellano (Bateria), Maya Ford (Baixo), Brett Anderson (Vocal) e Allison Robertson (Guitarra)

Da esquerda para a direita: Torry Castellano (Bateria), Maya Ford (Baixo), Brett Anderson (Vocal) e Allison Robertson (Guitarra)

Para os mais ligados ao mundo do rock feminino, as The Donnas, sem dúvidas, devem ser um dos grupos mais conhecidos na atualidade. Oriundas da cidade de Palo Alto, na Califórnia, as garotas se juntaram ainda quando adolescentes para montar uma banda. Inspiradas no punk rock dos Ramones, elas lançaram seu primeiro álbum em 1997. O título, como não poderia deixar de ser, levava o próprio nome da banda: The Donnas. É sempre bom lembrar que antes de serem conhecidas pelo nome atual, as donnas tiveram outros dois nomes – Ragady Anne e The Electrocutes.

A guitarrista Allison Robertson em show na Clash Club, em S.Paulo

A guitarrista Allison Robertson em show na Clash Club, em S.Paulo

Nos dois anos seguintes, 1998 e 1999, as ainda jovens apresentaram ao mercado mais dois trabalhos: Os ainda crús American Teenage Rock ‘n Roll Machine e Get Skintight. Após intervalo de um ano sem nenhum novo álbum, a banda lançou em 2001 o The Donnas Turn 21, que contava com o grande hit 40 boys in 40 nights. No ano seguinte, 2002, foi a vez de Spend The Night, que é considerado por muitos a obra-prima das donnas. Nele, há uma série de sucessos como Take it Off (que inclusive ganhou uma versão para o primeiro Guitar Hero), All Messed Up e Who Invited You.

Após hiato de mais um ano, o grupo apresentou em 2004 mais um grande trabalho – o aclamado Gold Medal. Aqui, grande parte das músicas se tornaram sucessos entre os fans. Entre elas: Friends Like Mine, Don’t Break Me Down, Fall Behind Me, The Gold Medal e Revolver. O último álbum de estúdio das donnas foi feito em 2007, ano que elas vieram pela primeira vez ao Brasil. Entre as faixas, destaque para Bitchin’ e Love You Till It Hurts. No ano seguinte, 2008, o quarteto voltou às terras tupiniquins para se apresentar no Inferno Club, em S.Paulo.

Nesse ano, a banda ainda apresentará ao mercado o Greatest Hits Volume 16, que, apesar do nome sugerir um álbum recheado com os clássicos das donnas, terá bastante material relativamente novo. Confira a track list aqui no Rock ‘n Roll Train, que foi mostrada no próprio Myspace da banda no dia 7 de maio desse ano. 

  • Get Off
  • Perfect Stranger
  • We Own The Night
  • She’s Out of Control 
  • Take It Off (Ao Vivo)
  • Fall Behind Me (Ao Vivo)
  • Get You Alone
  • Play My Game (Remix)
  • You Make Me Hot
  • Get Rid of That Girl
  • Hey I’m Gonna Be Your Girl
  • I Wanna be With a Girl Like You
  • I Don’t Want to Go to School
  • Teenage Rules
  • Don’t Wanna Break Your Head
  • High School Yum Yum
  • Além das já citadas músicas, as donnas fizeram muito sucesso com ‘Strutter’, cover do Kiss…

    E também com ‘Dancing With Myself’, cover do Billy Idol

    PLAY

    08
    jun
    09

    Dica de segunda – Boyz II Men

    Nathan Morris, Michael McCary, Shawn Stockman e Wanya Morris compõem a formação original do quarteto que pode ser considerado um dos últimos grandes orgulhos da gravadora Motown. O Boyz II Men, quarteto advindo da Filadélfia, é uma das principais referências do R&B e do Soul da década de 1990.

    Aí estão os Boyz II Men

    O grupo, apesar de ter pouco apelo popular, é considerado também uma das maiores inspirações das Boy Bands da década, como Backstreet Boys, N’Sync, Five e Westlife, que, assim como o Boyz II Men, coreografavam seus hits mais dançantes. Mas, cá entre nós, o abismo de qualidade musical é indiscutível.

    Além disso, os Boyz II Men têm algumas baladinhas românticas e algumas gravações a capella que provam sua qualidade vocal. Abaixo, segue uma lista multimídia de sucessos do grupo:

    Veja abaixo o vídeo do contagiante sucesso Motownphilly:

    Ouça também outras músicas dos Boyz II Men:

    untitled

    01
    jun
    09

    Dica de Segunda – Tom Waits

    sugestesfilipeil1

    Músico de identidade própria

    Músico de identidade própria

    Com sua rasgada e inconfundível voz rouca, Tom Waits dedilha o violão ou o piano se arrastando com o entusiasmo ímpar, no qual é possível traduzir todo o clima de um bom botequim – Daqueles que contam com uma meia dúzia de fregueses diários que praticamente moram no recinto.

    Suas músicas passeiam por diversos estilos e escolas distintas para não se fixar em nenhum deles. Vai do Rock ao Folk, sem deixar de lado Country, o Blues e o próprio Jazz. Talvez seja este o fator que torna Tom Waits uma peça importante no cenário musical global, que cada vez parece mais heterogênico. No Brasil, sua obra é pouco difundida e conhecida apenas por aqueles que se aventuram a procurar algo fora dos padrões vigentes.

    Com influências variadas, Tom Waits começou a carreira abrindo os shows de John Hammond e também do mestre Frank Zappa, que lhe serviu de inspiração para criar uma identidade própria. Logo no álbum de estreia, o músico foi muito bem recebido pela crítica. Closing Time, inclusive, teve uma de suas canções, Martha, tocada posteriormente por Tim Buckley, pai de Jeff Buckley (e um verdadeiro mito que incorporou de uma só vez Jazz, Soul e Funk com competência admirável).

    Interessante a maneira como Waits se opõe ao uso de canções em comerciais e peças publicitárias, seja para a televisão, ou rádio. Em uma de suas passagens criticou de forma veemente o rei do pop, Michael Jackson: “Se ele quer tanto fazer comercial para a Pepsi, por que não compra um untitledterno e arranja um escritório no prédio da empresa para resolver a questão?” Pois é. Este seu posicionamente diante da mídia poderia ter feito com que ele fosse facilmente ignorado pelos holofotes, o que não aconteceu devido ao seu enorme talento como músico, cantor e compositor. Menção honrosa do RRT a ele.

    25
    maio
    09

    dica de segunda – Placebo

    Pode chamar de glam rock ou de indie, de gay ou esquisitão. Placebo é a banda que segue o que há de melhor no estilo deprê: sua originalidade é capaz de fisgar tanto o povo que se veste de preto naquele baita dia de sol, quanto os reles alternativex que estão a fim de sofrer aquela fase ‘ninguém me compreende’ com uma trilha sonora (muito) melhor do que o repertório emohistérico de garotos de chapinha no cabelo. A diferença talvez se faça perceber pela experiência dos integrantes na arte de sofrer; afinal, uma coisa é choramingar pelos problemas da adolescência, completamente diferente é ter mais de 30 anos nas costas e continuar fazendo música de qualidade sobre o mesmo-de-sempre do mundo do rock – drogas, sexo e bebedeiras.

    O baterista novo Steve Forrest ao lado dos velhos intergantes Brian Molko e Stefan Olsdal.

    O baterista novo Steve Forrest ao lado dos velhos intergantes Brian Molko e Stefan Olsdal.

    Pois bem, para os já fãs de Placebo, um alerta: após intervalo de dois anos sem gravar, o novo CD lançado em futuro próximo se chama “Battle for the Sun”, para combinar com a atual fase positiva do grupo. Ãnh? Isso mesmo, em entrevista, o vocalista Brian Molko – viciado, andrógino, bissexual, filho de pai banqueiro que infernizou sua escolha pela faculdade de teatro – disse: “Nós fizemos um disco sobre escolher a vida, escolher viver, dar um passo além da escuridão e em direção à luz”. Como será possível Placebo, que carrega em sua voz e seus arranjos todas as dores que existem na humanidade, se metamorfosear para algo que soe positivo? Pois bem, a boa notícia é que não mudou TANTO assim… Em “For What It’s Worth”, as reclamações continuam:

    No one cares when you’re down in the gutter/Got no friends, got no lover
    {Ninguém se importa quanto você está na sarjeta/Não tenho amigos, não tenho amor}

    A boa notícia é que a musicalidade da banda não decaiu após a saída de Steve Hewitt, que ocupava a bateria desde 1997, mas foi substituído por Steve Forrest em 2007 – ao que parece, Hewitt não estava pronto para entrar na etapa ‘rumo ao sol’ da banda. Pausa: o visual de Forrest combina muito mais com algum conjunto do tipo Blink 182. Destoa também de Molko e de Stefan Olsdal por sua idade: só 22 aninhos. Mas para aqueles que ainda não tiveram a sorte imensa de ouvir Placebo além da essencial “Every you Every me” – que embalou o filme Segundas Intenções – indico o seguinte repertório:

    untitled

    Obs: “Without you I’m nothing” conta com a participação de David Bowie. A banda abriu diversos shows do cantor, símbolo do glam rock, e foi convidada por ele para o show/festa em comemoração aos seus 50 anos.
    A voz feminina em “Meds” é de Alison “VV” Mosshart, da banda The Kills.
    “I feel you” é originalmente do Depeche Mode; a versão do Placebo deu ar sexy e contagiante para a música da década de 80.
    “Protège Moi” é a versão francesa da música “Protect me from what I want”; o vocalista Brian Molko é fluente em francês.