Archive for the 'Biografias' Category

09
jun
09

Alice in Chains fará novo disco após 14 anos

noticiabrunofa9

William DuVall (foto) vem sendo o vocalista das últimas turnês da banda

William DuVall (foto) vem sendo o vocalista das últimas turnês da banda

Pois é, caro fanático por rock and roll, após 14 longos anos, os norte-americanos do Alice in Chains voltam ao cenário musical para o lançamento de seu quarto álbum de estúdio. A banda fechou contrato com a gravadora Virgin/EMI, uma das gigantes do mercado fonográfico. O novo CD, no entanto, ainda tem nome e data de ingresso no mercado indefinidos.

Criada em 1987 pelo guitarrista Jerry Cantrell e pelo vocalista Layne Staley, o Alice in Chains é frequentemente relacionado ao movimento grunge, muito por ser oriundo da cidade de Seattle – berço do movimento. Há quem diga que eles fazem parte direta do movimento, outros, no entanto, preferem ligá-los ao hard rock ou ao heavy metal. Há também os que preferem dizer que o grupo tem uma pegada de rock alternativo. Ou seja, podemos claramente falar que o Alice in Chains tem um estilo próprio, que seria basicamente uma mistura de todos esses gêneros, formando assim, uma das melhores bandas dos anos 1990.

Após a morte de seu vocalistta, em 2002, vítima de overdose, a banda ficou longo tempo sem se apresentar nem gravar. A volta aconteceu em 2004, em um evento beneficente nos Estados Unidos. Atualmente, o Alice in Chains conta com William DuVall (Vocal e Guitarra), Jerry Cantrell (Guitarra e Vocal de Apoio), Mike Inez (Baixo e Vocal de Apoio) e Sean Kinney (Bateria e Percussão).

Álbuns de estúdio

. Facelift (1990)
. Dirt (1992)
. Alice in Chains (1995)

Ao lado de ‘Get Born Again’, ‘Died’ foi uma das últimas músicas gravadas com a formação original; confira aqui no rock n’ roll train

Alguns dos sucessos do Alice in Chains

PLAY

06
jun
09

Aonde Foi Parar o Green Day?

criticafilipeol0

Desde já, aviso que trata-se de uma opinião pessoal

banda no começo de carreira

Banda no começo de carreira

Engraçado. Para aqueles que não sabem ou não acompanharam o começo, o Green Day é uma banda norte-americana que nasceu na década de 80  com a mais pura atitude e sonoridade punk-rock. Os primeiros álbuns – 1,039/Smoothed Out Slappy Hours e Kerplunk! – mostram bem o início do conjunto com um som ainda bastante cru e  com pouca criatividade, contudo emplacou a canção Welcome To Paradise, que seria regravada no álbum seguinte.

Então, veio Dookie em meados de 1994, o disco mais elogiado da história do conjunto. Foi quando o Green Day veio à tona se tornando uma realidade musical. Letras simples, batidas simples e sonoridade como não tinha se ouvido até então. Chamou muita atenção e logo de cara, com uma forcinha da MTV, Basket Case subiu ao topo das paradas de sucesso. E também provocou diversos conflitos existenciais entre os (poucos) fãs da banda, que começaram a acusá-la de se render aos ideais mercadológicos e romper com a cultura e com a tradição punk rock.

Enfim, a resposta veio com Insomniac, considerado o mais agressivo trabalho do Green Day. Dele partem boas canções como Brainstew, Armatage Shanks e Walking Contradiction, cujo videoclipe é um reflexo do lado meio “meninão” dos californianos:

A partir do disco seguinte, em 1997, o conjunto sofreria mais uma reviravolta que colocaria os fãs em novos questionamentos. Dessa vez, o uso de violões, uma pegada mais acústica e uma letra melancólica da música Good Riddance seriam os pivôs da discórdia. Mesmo assim, Nimrod vendeu mais de sete milhões de cópias ao redor do mundo e possui ótimos trabalhos com Nice Guys Finish Last (vale a pena conferir o clipe), Hitchin’ a Ride, e até mesmo Prosthetic Head.

Até então, o tempo fazia bem para o Green Day, que lançou no ano seguinte o honesto Warning, com músicas mais elaboradas e mostrando em alguns momentos uma tendência vinda do Nimrod: a melancolia, que viria anos depois mudar de vez a cabeça dos integrantes e ejetá-los do mundo punk-rock.

Green Day perdeu o rumo de casa e insiste no erro de American Idiot

Green Day perdeu o rumo de casa e insiste no mesmo erro de American Idiot

Se tornou uma tradição os lançamentos do Green Day provocarem um certo frisson entre fãs, críticos ou mesmo aqueles que não curtiam muito o som deles. O que não deixa de ser algo interessante, pois mostra claramente uma banda em constante ebulição musical. Porém, eles erraram demais a mão nos dois últimos trabalhos American Idiot e o mais recente 21st Century Breakdown. Seguindo uma linha de ópera rock, insistem em contar histórias pouco interessantes em uma tentativa ousada, porém frustrada, porque – cá entre nós – eles não possuem gabarito para tanto. O Green Day não é Frank Zappa ou algo que o valha. A banda perdeu o rumo de casa e ainda por cima seus integrantes se vestem, se pintam e compõem músicas sobre corações partidos e sonhos despedaçados – temáticas muito exploradas por grupos emo.

Não sei quanto a você, caro leitor, mas na minha modesta opinião aquele conjunto com Mike Dirnt, Tré Cool e Billie Joe não é mais a mesma coisa. Infelizmente, o Green Day partiu dessa para uma melhor. Pelo menos ficam os primeiros álbuns para o verdadeiro fã de punk-rock se deliciar em um momento nostálgico, que parece não ter mais volta.

Em homenagem aos velhos tempos de punk rock

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10
abr
09

Dave Grohl – Biografia multimídia

14 de janeiro de 1969. Na cidade de Warren, localizada no estado de Ohio, EUA, nascia David Eric Grohl. Sua infância foi vivida, praticamente por inteiro, na cidade de Springfield, Virginia.

Sua prima Tracy, que Dave visitava constantemente em Illinois, foi a responsável por apresentar-lhe ao punk rock. Sua coleção de discos do gênero, que contava com bandas de todo o mundo, fez com que o jovem se interessasse pelo som. Foi ela, aliás, quem o levou ao seu primeiro show de hardcore de sua vida.

Dave começou então a freqüentar eventos da cena rock da cidade de Washington. Enquanto o movimento musical tomava dimensões nacionais, começou a crescer também no garoto o desejo de participar dele. E foi na banda Freak Baby que ele teve sua primeira experiência no mundo da música.

Convidado pelos membros do conjunto, em um show de outra banda, para tocar com eles, Dave Grohl encantou-os primeiramente com sua guitarra, mas, após a saída do baterista do grupo, ele assumiu as baquetas, melhorando bastante a qualidade do conjunto, que passou a chamar-se Mission Impossible e ganhou importância no cenário em questão.

Porém, no verão de 1985, a banda separou-se para que dois de seus integrantes fossem à faculdade. Dave Grohl foi então contratado para tocar numa banda chamada A.O.C. A nova formação culminou em uma mudança de nome; o trio passou a se intitular Dain Bramage, que logo assinou contrato com o selo californiano Fart Blossom para lançar seus CDs.

Confira no Youtube as partes 1, 2, 3 e 4 de um show do Dain Bramage, gravado em 1985, com Dave Grohl na bateria.

Porém, muitas coisas interferiram para que o Dain Bramage jamais saísse em turnê. Uma delas foi a mudança na banda Scream, uma das principais na cena punk da cidade de Washington e que já tinha sucesso internacional, inclusive com shows na Europa em seu currículo. Kent Stacks, o baterista original, passava por problemas familiares e teve de deixar a banda. Depois de anúncios e testes sem sucesso, a banda finalmente recebeu Dave Grohl, fã declarado do Scream, para uma experiência. E, com atitude e técnica, ele assumiu as baquetas da banda com apenas 17 anos de idade.

O álbum Fumble, da banda Scream, o primeiro CD da história com composições de Dave Grohl.

O álbum "Fumble", da banda "Scream", o primeiro CD da história com composições de Dave Grohl.

Dave participou de turnês estadunidenses e européias com a banda Scream, além de estar presente, como músico e compositor, nas gravações de dois CDs. Nessa época, o músico começou a usar o estúdio para gravar material solo; em faixas múltiplas, Dave tocava todos os instrumentos e ainda cantava.

Em 1990, com o fim repentino da banda em Los Angeles, surgia a grande oportunidade da vida de Dave Grohl. Kurt Cobain e Krist Novoselic haviam visto um show do Scream em São Francisco e se encantaram com o novo baterista da banda. Em um teste, Dave mais uma vez encantou os rapazes, que viram nele o membro ideal para seu conjunto. Finalmente o Nirvana tinha um baterista à altura.

Nevermind, o primeiro CD do Nirvana com Dave Grohl na banda.

"Nevermind", o primeiro CD do Nirvana com Dave Grohl na banda.

Com Dave Grohl na banda, o primeiro álbum gravado pelo Nirvana foi “Nevermind”, de  sucessos como “Smells Like Teen Spirit” e “Lithium”. Porém, o som não agradou o líder da banda, Kurt Cobain, que o achou pop demais. Não era pra menos; os hits levaram a banda às rádios, às capas de revistas e ao topo das paradas.

A partir daí, começou uma conturbada relação do Nirvana com o sucesso. Kurt Cobain jamais se sentiu à vontade com a liderança e o tratamento de estrela que recebia da mídia, processos proporcionais ao número de pessoas que sua banda atingiu. Tanto que o começo da decadência do grupo foi quando o vocalista propôs renegociar os direitos autorais das músicas, até então divididos igualmente entre o trio.

Confira abaixo o vídeo clipe de “Come as you are”, hit do Nirvana presente no álbum “Nevermind”:

Dave declarou que no Scream sentia-se tocando com sua família, enquanto que, no Nirvana, ele era apenas parte de uma banda. Talvez até por isso ele tenha, nesse período, gravado tanto material solo; sua música era, para ele, uma fuga desse cenário. O material que ele gravou nessa época – no período de “In Utero” do Nirvana – foi uma espécie de protótipo para o que hoje conhecemos como Foo Fighters.

Com o auxílio de uma gravadora da cidade de Washington, o músico lançou, sob o misterioso nome Late, a fita “Pocket Watch”. As músicas, gravadas somente por Dave Grohl, tocando todos os instrumentos com auxílio de múltiplas faixas de gravação, revelaram definitivamente seu talento como compositor. Porém, por alguns motivos, Dave preferiu não lançar a fita de maneira solo; os interessados tinham que correr atrás para descobrir quem estava por trás do Late.

In Utero, o último álbum lançado pelo Nirvana.

"In Utero", o último álbum lançado pelo Nirvana.

Antes do seu trágico fim, em 1994, o Nirvana ainda lançou o álbum “In Utero”, do sucesso “Rape Me”; uma tentativa de voltar a um som mais pesado, mas que dividiu as opiniões de fãs e especialistas. Menos acessível, o CD não era voltado ao grande público, assim como o anterior. Com o suicídio de Kurt Cobain, Dave Grohl se afastou um pouco da música e da mídia.

Mike Watt foi quem encorajou Dave a voltar para a música, convencendo-o a tocar bateria em seu álbum solo. Após essa experiência, novamente em múltiplas faixas, Dave Grohl gravou, sozinho e em apenas cinco dias, as 17 faixas do que viria a ser o primeiro álbum do Foo Fighters.

O nome da banda é uma gíria usada pela Força Aérea Nacional estadunidense como sinônimo para OVNIs durante a Segunda Guerra Mundial. Escolhendo montar um grupo ao invés de simplesmente contratar músicos como apoio a uma carreira solo, Dave recrutou Pat Smear, de quem se tornou amigo em sua última turnê com o Nirvana; o guitarrista havia sido contratado pela banda para dar maior liberdade a Kurt Cobain.

O CD Foo Fighters, primeiro da banda de mesmo nome

O CD "Foo Fighters", primeiro da banda de mesmo nome

William Goldsmith, baterista, e Nate Mendel, baixista, que vieram da banda Sunny Day Real State, completaram a primeira formação do Foo Fighters, naquela altura definitivamente pronto para lançar seu primeiro CD. Em 1995, a banda lançava seu homônimo álbum, o primeiro do novo grupo de Dave Grohl.

O sucesso que a banda atingiu foi surpreendente inclusive para os próprios integrantes. A banda logo embarcou em turnês, fazendo shows enormes por todo o território estadunidense. Na segunda metade de 1996, o grupo se reuniu para gravar pela primeira vez junta; o que seria o segundo álbum do Foo Fighters começava a se desenvolver.

Porém, esse CD deu um pouco mais de trabalho do que o primeiro, gravado somente por Dave Grohl. A banda não gostou do primeiro resultado obtido, e, em outro estúdio, remixou a grande maioria do material. E, nessa mudança de estúdios, o Foo Fighters trocou também seu baterista; após a misteriosa saída de William Goldsmith, Dave tocou nas gravações e Taylor Hawkins, ex-baterista da banda de Alanis Morrisette e um dos melhores de sua geração, assumiu as baquetas da banda a partir da promoção do álbum.

"The Color and the Shape", segundo CD do Foo Fighters

"The Color and the Shape", segundo CD do Foo Fighters

Graças, também, à aquisição de Taylor Hawkins, o álbum “The Color and the Shape” atingiu seu enorme sucesso, contando com hits como “Monkey Wrench” e “Everlong”. Durante as turnês do CD, surpreendentemente, Pat Smear anunciou, ao vivo na MTV, seu desligamento do Foo Fighters. Franz Stahl, ex-companheiro de Dave no Scream, assumiu as guitarras da banda.

Com a sufocante rotina de turnês, Dave Grohl não tinha mais tempo de se concentrar na composição de canções, o que marcou sua carreira desde a época de Scream. Por isso, o músico construiu seu próprio estúdio em Virgínia, no porão de sua casa.

Confira abaixo o vídeo clipe de “My Hero”, hit do Foo Fighters presente no álbum “The Color and the Shape”:


O terceiro CD do Foo Fighters, There is Nothing Left to Lose

O terceiro CD do Foo Fighters, "There is Nothing Left to Lose"

Logo, Franz Stahl foi outro a deixar a banda de maneira misteriosa, o que estabeleceu o grupo como um trio, tornando-o mais livre para gravar seu terceiro CD, “There is Nothing Left to Lose”, um pouco mais baseado na acústica e que agregou fãs do soft e do pop rock à banda.

Precisando de um guitarrista para promover o álbum, o Foo Fighters testou alguns nomes e encontrou em Chris Chifflet seu novo integrante. Novamente, o grupo está pronto para lançar seu CD, que rendeu à banda seu primeiro Grammy, o de melhor álbum do ano, e para sair às turnês.

Ouça “Breakout” e “Gerenator”, e confira também, abaixo, o vídeo clipe de “Leanr to Fly”, hit do Foo Fighters presentes no álbum “There is Nothing Left to Lose”:

Porém, cansado do som do CD, que continha muitas baladas, Dave Grohl lançou, em 2003, seu projeto paralelo, Probot, basicamente de Heavy Metal, juntando celebridades do gênero, em um álbum completamente oposto ao que se tornara sua banda naquela época. Além disso, Dave ainda chegou a tocar bateria na banda Queens of the Stone Age, grupo que fez turnê com o Foo Fighters em 2000, no álbum Songs for the Deaf.

Probot, CD resultado de um projeto paralelo de Dave Grohl

"Probot", CD resultado de um projeto paralelo de Dave Grohl

Songs for the Deaf, álbum do Queens of the Stone Age que conta com Dave Grohl nas baquetas

"Songs for the Deaf", álbum do Queens of the Stone Age que conta com Dave Grohl nas baquetas

One by One, o quarto álbum do Foo Fighters; Dave Grohl estava de volta!

"One by One", o quarto álbum do Foo Fighters; Dave Grohl estava de volta!

Esses projetos paralelos foram importantes para que Dave Grohl saísse um pouco de sua rotina e revigorasse sua paixão pela música. Assim, em 2002, o Foo Fighters voltou ao estúdio para começar a trabalhar em seu quarto álbum. De volta ao lugar aonde o segundo CD deveria ser gravado, a banda novamente não gostou do primeiro resultado que teve em mãos, resolvendo ir tocar no estúdio particular de Dave.

Em 2002, “One By One” foi lançado. Logo, o hit All My Life atingiu o topo das paradas de sucesso e colocou definitivamente o Foo Fighters, de volta ao rock n’ roll, entre as maiores bandas do planeta. Dave Grohl continuou com projetos paralelos, como a banda Tenacious D, o que o ajuda a não “enjoar” de seu grupo principal.

Confira abaixo o vídeo clipe de “Times Like These”, hit do Foo Fighters presente no álbum “One by One”:


In Your Honor, do Foo Fighters; o quinto CD da banda marcou a volta de Pat Smear

"In Your Honor", do Foo Fighters; o quinto CD da banda marcou a volta de Pat Smear

Antes de se concentrar em seu próximo CD, Dave Grohl passou algum tempo compondo material acústico. Depois disso, a banda construiu seu próprio estúdio em Los Angeles e lá começou a trabalhar em seu próximo álbum. Dave gostaria de lançar um CD duplo; um lado com músicas de rock e outro mais acústico. “In Your Honor” começava a ser esboçado.

O álbum foi lançado em junho de 2006, e logo chegou às radios com o hit “Best of You”. Na época da turnê do álbum, Pat Smear, músico da formação original da banda, voltou a tocar no grupo como guitarrista complementar. Mais tarde, em novembro daquele mesmo ano, o Foo Fighters lançava seu primeiro álbum ao vivo, “Skin and Bones”, gravado em Los Angeles.

Confira abaixo o vídeo clipe de “No Way Back”, hit do Foo Fighters presente no álbum “In  Your Honor”:


Echoes, Silence, Patience & Grance, até agora o último álbum de Dave Grohl e companhia

Em setembro de 2007, o grupo lançava seu último álbum, “Echoes, Silence, Patience & Grace”, que rapidamente emplacou os hits “The Pretender” e “Long Road do Ruin” nas rádios. A turnê do CD, que começou no mês seguinte ao seu lançamento, passou por Estados Unidos, Europa, Austrália, Canadá e Ásia, chegando a dar alguma esperança aos fãs brasileiros. Porém, no último mês de setembro, Dave Grohl anunciou que ele, e conseqüentemente sua banda, estaria dando um tempo com sua música, e que não saberia quando voltaria a tocar. Resta a nós, fãs, esperarmos o retorno de uma das melhores bandas da minha geração e torcer para que eles finalmente toquem em nosso país.

05
abr
09

15 anos sem um dos maiores ícones do grunge

bibliografiabrunoei3

Nascido na costa oeste americana em 20 de fevereiro de 1967, Kurt Cobain construiu uma sólida carreira, marcada por uma vida social desregrada e inúmeras polêmicas. No mundo do rock, marcou a adolescência de muitos jovens, que cultuam até hoje o seu legado. Legado esse que é severamente criticado por grande parcela dos apreciadores do grunge ou do rock n’ roll em geral, que contestam duramente a qualidade do Nirvana – banda liderada pelo ex-vocalista.

Aparentemente sereno, Cobain tinha personalidade difícil e conflitante

Aparentemente sereno, Cobain tinha personalidade difícil e conflitante

Dono de uma vida pessoal extremamente conturbada, marcada pelo vício em heroína e pelo relacionamento polêmico com Courtney Love, Cobain faleceu no dia 5 de abril de 1994, quando foi encontrado morto em sua própria casa – em Seattle. O dia de hoje marca o 15º aniversário da trágica morte do cantor, que deixou saudades entre os aficcionados pela sua música.

A última linha do Nirvana, antes da morte de seu líder, ainda contava com dois de seus fundadores: o próprio Kurt Cobain e Krist Novoselic – ex-baixista e amigo de Cobain desde os tempos de colégio. Quem completava o trio era aquele que conseguiu uma enorme carreira de sucesso após o término do grupo – o baterista Dave Grohl. Em conflito constante com Cobain e Novoselic, Grohl criou uma série de composições e demos que nunca foram usados pelo Nirvana. Desta maneira, após a morte de Cobain, ele se usou desse material para fundar o Foo Fighters – que está na ativa até hoje (vale lembrar que no Foo Fighters, o versátil Dave é vocalista e guitarrista) .

A personalidade de Kurt Cobain nunca foi fácil, e esse foi um dos grandes motivos para a quantidade excessiva de brigas dentro e fora da banda. Mesmo assim, o respeito adquirido pelo Nirvana é grande parte atribuido ao seu nome. Apesar das duras críticas vinculadas à seu respeito e as dúvidas questionando a qualidade da banda, é inegável que o Nirvana marcou época – principalmente para os jovens que viviam suas fases mais rebeldes e viam na banda uma forma de se expressar e de mostrar seus sentimentos.

Músicas do Nirvana que pedem volume máximo

1ª Smells Like Teen Spirit

2ª You Know You’re Right

3ª Rape Me