Arquivo para maio \20\UTC 2009



20
maio
09

Tocando por mudança

O produtor Mark Johson teve a interessante idéia de aliar música de qualidade e projetos sociais em uma empreitada ousada e interessante. A princípio, ele saiu pelo mundo gravando artistas de rua e mixando o material obtido em uma faixa única, algo como uma linha de montagem internacional. Hoje, o Playing for Change – Peace Through Music é um projeto multimídia mundialmente conhecido, inclusive já tendo feito shows pelo planeta.

O primeito hit do produtor e de seu exército de artistas de rua foi o imotalizado sucesso Stand By Me, composto e intepretado, inicialmente, por Ben E. King, mas que ganhou versões mais famosas com nomes como Marvin GayeThe Fugees.

Confira abaixo os artistas do Playing for Change intepretando o hit Stand By Me:

O sucesso continuou com a não menos empolgante intepretação de Let’s Don’t Worry. Confira a seguir:

Mais tarde, foi a vez de One Love, sucesso do imortal Bob Marley. Ouça, aqui no RRT:

Para mais informações e vídeos sobre o projeto, consulte o site oficial do projeto.

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20
maio
09

Dinossauros do pop

 Alerta aos rockeiros de plantão: as boy bands estão de volta.

Depois de muita foto com roupa igual, gelzinho no cabelo e camisa engomadinha, as grandonas dos anos 90 entraram em crise; os Backstreet Boys engataram cada um sua carreira solo enquanto AJ abusava de substâncias não muito legais, no ‘N Sync o fenômeno Justin era areia demais para aquele bando de meninos feios no fundo da tela, e o Five não resistiu à doença grave de Sean (qual era ele mesmo?). Acontece que os ‘garotos da rua de trás’ gritaram ao mundo que “Backstreet is back, all right!”, deram um up na carreira com direito a visitinha ao Brasil, e não pense que as fãs das antigas deixaram os ídolos na mão. Agora, para as atuais adolescentes, não dá para não comentar a vinda quase simultânea de McFly e Jonas Brothers à terrinha.

Os boyzinhos não tão comportados do McFly.

Para quem não acompanha os queridinhos de cada semana lançados por novela, seriado, blockbuster, ou videoclipe superproduzido pela empresa do papai, um panorama: McFly é um quarteto inglês que já estourou ‘faz tempo’ (considerando o ritmo com que essas coisas acontecem hoje em dia), em 2004. O nome é baseado no personagem Marty McFly, do filme “De volta para o futuro”, e os garotos já fizeram show sem roupa, dançaram funk em programa de TV, e declararam para a Folhateen que o ritual de preparação para os shows é… fazer cocô (?!). Do outro lado da moeda, os Jonas são três irmãos dos Estados Unidos, filhos de pastor, que tem a castidade garantida por anéis de compromisso com Deus. Em um comentário meio sem noção, a moderninha Lady Gaga chamou os Brothers de ‘novos Beatles’, por causa da enorme euforia entre os (ou melhor, as) fãs. 

A pureza de Jonas Brothers é motivo de piada em episódio do desenho South Park.

Pois bem, os boyzinhos meio antagônicos se dizem do pop rock. Os irmãos Jonas já abriram turnê da sem sal Avril Lavigne e transformaram Kids in America, de Kim Wilde – que era ótima do jeito que estava – em Kids of the Future. Aliás, Joe, o irmão do meio, assumiu em uma atitude muito rock’n roll que só tomaria horas de fila para ver alguém como Paul McCartney, mas uma boyband nem pensar – que um raio parta a cabeça de cada fã que ajudou a esgotar seus ingressos, então. O McFly, por sua vez, de som mais autêntico – ou menos chatinho – já engatou covers de Freddie Mercury, The Who, Beatles, The Killers…

Ignorando as mini diferenças entre os dois grupos – por mais que os fãs ‘de verdade’ tenham sua preferência descarada por um só, quase que substituindo a rinha juvenil entre amantes de RBD e High School Musical – pode-se afirmar que tanto McFly quanto Jonas Brothers misturam em seus clipes o despojamento de Blink 182 e Green Day com letras melosas típicas de romances adolescentes. De qualquer forma, é inevitável notar que falta maturidade aos meninos de cabelo cuidadosamente desarrumado. Em tempos do emocore abundante, com suas letras romanticamente revoltadas, é difícil para o pop despontar com material de qualidade sem cair na mistura desenfreada de estilos visando a máxima audiência. Difícil é fazer como Justin Timberlake que, mesmo despontando  no Mickey Mouse Club, interpretando fantoche de supermercado com o refrão grudento de Bye Bye Bye, e namorando a catastrófica e polêmica Britney Spears conseguiu solidificar sua carreira através de canções originais e de qualidade.

Mesmo assim, vale a pena assistir aos clássicos das boy bands e se divertir em clima de Piores Clipes do Mundo com as expressões sérias dos integrantes, os cenários sem sentido, as roupas todas pretas ou todas brancas, as dancinhas coordenadas. Para lembrar com carinho:

 

14
maio
09

Dica da locadora – Space Jam

Não exagero nem um pouco ao afirmar que Space Jam é minha animação predileta. Grande fã do basquetebol e do humor de pernalonga e companhia, o desenho animado/filme traz cenas indispensáveis ao fã de cinema que, assim como eu, combina os dois gostos.

Space Jam conta a história de invasores de um planeta que, comandados por um tirânico ditador, tentam levar os Looney Tunes para o gigante parque de diversões de sua terra natal. Diante da baixa estatura dos invasores, a turma de pernalonga os desafia para uma partida de basquete, sem saber que os alienígenas tinham o poder de roubar o talento das estrelas da NBA.

Aos Tunes, resta recorrer ao lendário Michael Jordan, que, na época jogador de baseball, passou imune aos olheiros de outro planeta. A partir daí, começa a saga Jordan e Tunes x extraterrestres. Duelo imperdível para todas as idades!

Além de divertido, o filme conta com uma trilha sonora de dar inveja. Grandes nomes da black music, como Seal, Barry White, Jay-Z e R. Kelly, dão as caras e colocam suas músicas no longa. Vale a pena dar uma conferida!

Playlist

12
maio
09

Revolução Musical: Dodecafonismo ao Freak Rock

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Desde sempre, a música foi, e ainda é, alvo de investidas tornando-se uma prática em constante ebulição. Contudo, nem todas as invenções musicais foram bem sucedidas no âmbito da aceitação social. A partir daí, dois movimentos, que aparentemente não possuem nenhuma semelhança, merecem destaque por conta da tentativa de criar um novo tipo de música: o Dodecafonismo e o Freak Rock.

Schonberg explicando seu método

Schonberg explicando seu método

untitledDepois de um longo período romântico, a música erudita parecia esgotada dentro das consonâncias e tonalismos característicos. Buscando uma alternativa para o sistema tonal, que marcara época desde o século XVII, o compositor austríaco Arnold Schoenberg criou na década de 20 o Dodecafonismo. O nome vem do grego: dódeka representa o número “12”, enquanto fonos significa “som”. Este excêntrico estilo utiliza uma técnica de composição na qual eram usadas todas as 12 notas da escala cromática (incluindo os semitons) de maneira equivalente, não respeitando, assim, os padrões do sistema tonal.

Trata-se de uma tentativa válida de desconstruir música da forma como era feita à época. Contudo, não agradou aos ouvidos da maioria por ser exatamente o oposto do que a sociedade aceitava e estava acostumada. Com o passar do tempo, Schoenberg percebeu a necessidade mínima de regras para a utilização da linguagem atonal. Foi quando surgiu o Dodecafonismo Serial. Por meio de séries preestabelecidas, as músicas eram compostas sem que houvesse repetição de tons.

O Dodecafonismo representa a vanguarda do movimento modernista na música. A investida de Arnold Schoenberg rompeu, de fato, com a estrutura tonal vigente na época e trouxe à tona uma maneira completamente nova de produzir arte. Apesar de a estética ser rejeitada por grande parte dos ouvintes “corriqueiros”, e por uma parcela dos críticos, Schoenberg atingiu sua principal meta: promover uma reflexão sobre a música erudita, e não apenas compor belas canções agradáveis aos ouvidos viciados do ser humano.

Zappa chegou a entrar na corrida pela Casa Branca

Zappa chegou a entrar na corrida pela Casa Branca

untitledEm um contexto completamente diferente, com o desenvolvimento do rock n’ roll nos meados da década de 60, um dos grandes revolucionários de seu tempo foi sem sombra de dúvidas o norte-americano Frank Vicent Zappa. O pioneirismo e a visão de vanguarda transformaram o estilo levando abaixo as estruturas da sociedade conservadora dos Estados Unidos.

Logo no álbum de estréia, Freak Out!, de 1966, Zappa e sua banda The Mothers of Invention já traziam inovações como novas técnicas e efeitos de guitarras, além da inclusão de instrumentos musicais ainda não utilizados no rock, como tuba, xilofone e clarinete. O rockeiro também promoveu a fusão do estilo com elementos da psicodelia. O disco marcou história na música norte-americana sendo o primeiro cd duplo conceitual gravado por uma banda de rock.

Com letras extremamente ácidas, sarcásticas e com alto teor político, o músico fazia críticas contundentes ao american way of life e à cultura pop sempre com longos solos de guitarra e quebras de ritmo, que se tornaram sua marca registrada. O uso de compassos com número ímpar de notas, como 5/4 ou 7/8, foi mais uma criação trazida no revolucionário primeiro álbum da banda. Em algumas músicas, Zappa também chegou a adotar o uso da estrutura atonal desenvolvida por compositores dodecafonistas, como Arnold Schoenberg.

11
maio
09

Dica de Segunda – Veruca Salt

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A integrante Nina Gordon mantêm o grupo na ativa até hoje

Insatisfeita, Nina Gordon deixou a banda em 1998

Ícones do rock alternativo e com influências do Power pop, gênero que combina tendências musicais dos anos 1960, o Veruca Salt nasceu em 1993, liderado por Louise Post e Nina Gordon. Com a chegada do baterista Jim Shapiro e do baixista Steve Lack, o Veruca, nome que foi inspirado no personagem homônimo de A Fantástica Fábrica de Chocolate, formava o seu quarteto original.

Em um curto período na ativa, a banda passou por momentos turbulentos, como brigas constantes entre os integrantes, que causaram um racha inegável dentro do grupo. Em 1998, a vocalista Nina Gordon anunciou sua saída da banda sem alegar um motivo razoável – os assessores revelam que foi para se dedicar a projetos pessoais, mas os bastidores apontam um crescente desconforto entre as diferentes linhas de pensamento entre Louise e Nina. É verdade que Nina Gordon apresentou trabalhos independentes após sua saída do Veruca; entre eles, uma parceria com James Iha, ex-guitarrista dos norte-americanos do Smashing Pumpkins.

Com futuro incerto após a saída da vocalista, Louise Post anunciou o retorno do quarteto em 1999. Até hoje a banda está na ativa, no entanto, seu último disco data do ano de 2006 e é intitulado ‘IV’. Conhecido pelas letras melancólicas e pesadas, o Veruca Salt conta atualmente com Louise Post nos vocais e nas guitarras, Stephen Fitzpatrick (Guitarra), Nicole Fiorentino (Baixo) e Kellii Scott (Bateria).

Alguns sons da banda

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10
maio
09

O Dia das Mães

Neste domingo, filhos mais velhos param de dar beliscões nos irmãos mais novos, enquanto os mais novos deixam de lado o hábito de dedurar o primogênito, só para prestigiar quem lhe deu a vida. Aquela moça bonita que, conforme você foi crescendo, virou ‘senhora de respeito’, que te envergonhou na frente de várias pretendendes, mas segurou a sua mão quando você precisou. Para a surpresa de todos, o dia das mães não nasceu em uma conspiração das coorporações capitalistas, loucas para alimentar o consumo nos pobres seres humanos. A comemoração tem origem nos Estados Unidos, no início do século XX, quando uma jovem chamada Anna Jarvis, deprimida pela morte recente de sua mãe, deu início a um movimento que instituía uma data em que todos os filhos prestigiariam suas mães, vivas ou mortas. A homenagem foi decretada oficial depois de certa resistência, primeiro nos EUA, e em seguida no mundo, sendo comemorada em diferentes dias do calendário conforme o país.

Prefiro não catalogar as mães com padrões de presentes divididos conforme seu signo, como fez a astróloga Eunice Ferrari, do Portal Terra: para ela, a mãe de sagitário não manifesta amor e merece uma viagem a Katmandu – região no Nepal – enquanto para a mãe de áries, de temperamento forte, um bom presente seria uma espada de samurai (!?). Mas, sob o aspecto musical deste dia família, podemos destacar canções que embalaram feito trilha sonora os anos dourados de nossas progenitoras, e que seriam ótimos presentes para uma mulher que sempre gritou para você ‘abaixar esta porcaria que nem parece música’ – deixemos as porradas do rock de lado, para não ter erro.

Entrando no clima da catedral Anglicana de Liverpool, que resolveu ignorar o cunho antirreligioso das músicas dos Beatles e concordou em badalar seus sinos no ritmo de Imagine, um CD da banda “mais popular que Jesus Cristo” é uma boa pedida para aquela mãe emotiva, que chora até hoje nos especiais da TV que relembram o assassinato do vocalista John Lennon. Existem diversas coletâneas que reúnem os clássicos Let it be, Help!, Hey Jude – na qual dá para ouvir nitidamente alguém falando ‘pega o cavaquinho’… Vale até a biografia de mais de mil páginas sobre a banda, fruto de uma década de pesquisa e relatos reunidos por Bob Spitz.

Para a mãe bicho-grilo, paz e amor, de cabelão, vá a um brechó e combine algum acessório bastante colorido com o álbum manifesto do movimento tropicalista, chamado Tropicália – ou Panis at Circenses. O disco foi eleito pela revista Rolling Stone do Brasil como o segundo melhor álbum brasileiro de todos os tempos, e reúne sucessos da época de revolução cultural nas vozes de Gal Costa, Os Mutantes, Nara Leão, Tom Zé… Além de Caetano Veloso e o querido ministro Gilberto Gil, que encabeçaram sua produção.

Para a mãe romântica, Elis Regina em “Romaria”, Vinícius de Moraes com sua poesia intercalada em “Pra viver um grande amor”, o vozerão de Tim Maia em Gostava tanto de você”. Para a mãe clássica, a famosíssima “Nocturne” de Chopin, a última melodia composta em vida por Mozart, intitulada “Lacrimosa”, e a melancólica “Moonlight Sonata”, de Bethoven. Para a mãe moderna, talvez um I pod de última geração com as músicas do último CD de Bob Dylan, Together trough life, que levou o cantor ao topo das paradas após anos de distância. Ou o jazz delicioso da jovem Regina Spektor, misturando-se aos frutos da união entre Amarante e o baterista dos Strokes, que formou a banda Little Joy – ah, a tecnologia facilitadora das miscelâneas musicais!

Ouça tudo aqui:playlist

De qualquer forma, o que importa é a intenção: homenageá-las, sejam elas do rock, do pagode, do pop ou sertanejo, mas o mais importante – todas são maravilhosas MÃES!

E fica um belo videozinho:

09
maio
09

Afinal, quem plagiou quem?

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Coldplay levanta polêmica

Coldplay levanta polêmica

Plágio não é nenhuma prática nova no mundo da música. Há casos clássicos como o envolvendo o britânico Rod Stewart e o mais do que brasileiro Jorge Ben Jor. Em uma de suas viagens ao Brasil, Stewart foi apresentado ao disco Ben e, impressionado com as melodias, compôs Da Ya Think I’m Sexy?, copiando o refrão de Taj Mahal – mal sabia ele. Ben Jor entrou com um processo na Justiça acusando-o de plágio. Ganhou a causa, mas não embolsou nenhum real. Stewart foi obrigado a pagar royalties da canção à UNICEF e tocar em um evento das Nações Unidas. Que coisa.

Satriani acusa Coldplay de plágio

Satriani: técnica aliada à velocidade

Mais recentemente, o super-guitarrista Joe Satriani, conhecido por sua careca reluzente e pela impressionante habilidade com o instrumento, foi à mídia reclamar de um possível “excesso de influência” na canção Viva La Vida, do Coldplay – hit que dá nome ao último disco da banda lançado no ano passado e muito bem recebido pela crítica; diga-se de passagem. Segundo Satriani, a canção é uma cópia descarada de sua If I Could Fly, de 2004, presente no cd Is There Love in Space?. Decidiu, então, mover uma ação contra os britânicos exigindo retratação e, quem sabe, uma graninha. A acusação foi um baque para os integrantes da banda, que chegaram a pensar em encerrar as atividades. Por fim, vieram a público garantindo que qualquer semelhança entre as obras era “pura coincidência”. Por fim, aproveitaram para cutucar o guitarrista afirmando que suas músicas careciam de criatividade.

Cat Stevens mudou o nome quando se converteu ao islamismo

Cat Stevens mudou de nome quando se converteu ao islamismo

E foi aí que a coisa ficou ainda mais complicada. Há poucos dias, levantou-se outra suspeita em relação à música Viva La Vida. Dessa vez, partindo de Yusuf Islam, também conhecido como Cat Stevens. Agora islamita, o cantor e compositor acusa o grupo Coldplay de copiar Foreigner Suite, de 1973. Em suas próprias palavras: “Houve uma discussão sobre o Coldplay ter roubado a melodia de Joe Satriani. Mas se você ouvir, ela é minha!” Islam ainda não se pronunciou sobre a abertura de um possível processo. E não é a primeira ocorrência de plágio envolvendo canções do músico famoso nos anos 70. Em outra causa, Islam ganhou uma ação contra o Flaming Lips. E você? O que acha?




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