25
maio
09

dica de segunda – Placebo

Pode chamar de glam rock ou de indie, de gay ou esquisitão. Placebo é a banda que segue o que há de melhor no estilo deprê: sua originalidade é capaz de fisgar tanto o povo que se veste de preto naquele baita dia de sol, quanto os reles alternativex que estão a fim de sofrer aquela fase ‘ninguém me compreende’ com uma trilha sonora (muito) melhor do que o repertório emohistérico de garotos de chapinha no cabelo. A diferença talvez se faça perceber pela experiência dos integrantes na arte de sofrer; afinal, uma coisa é choramingar pelos problemas da adolescência, completamente diferente é ter mais de 30 anos nas costas e continuar fazendo música de qualidade sobre o mesmo-de-sempre do mundo do rock – drogas, sexo e bebedeiras.

O baterista novo Steve Forrest ao lado dos velhos intergantes Brian Molko e Stefan Olsdal.

O baterista novo Steve Forrest ao lado dos velhos intergantes Brian Molko e Stefan Olsdal.

Pois bem, para os já fãs de Placebo, um alerta: após intervalo de dois anos sem gravar, o novo CD lançado em futuro próximo se chama “Battle for the Sun”, para combinar com a atual fase positiva do grupo. Ãnh? Isso mesmo, em entrevista, o vocalista Brian Molko – viciado, andrógino, bissexual, filho de pai banqueiro que infernizou sua escolha pela faculdade de teatro – disse: “Nós fizemos um disco sobre escolher a vida, escolher viver, dar um passo além da escuridão e em direção à luz”. Como será possível Placebo, que carrega em sua voz e seus arranjos todas as dores que existem na humanidade, se metamorfosear para algo que soe positivo? Pois bem, a boa notícia é que não mudou TANTO assim… Em “For What It’s Worth”, as reclamações continuam:

No one cares when you’re down in the gutter/Got no friends, got no lover
{Ninguém se importa quanto você está na sarjeta/Não tenho amigos, não tenho amor}

A boa notícia é que a musicalidade da banda não decaiu após a saída de Steve Hewitt, que ocupava a bateria desde 1997, mas foi substituído por Steve Forrest em 2007 – ao que parece, Hewitt não estava pronto para entrar na etapa ‘rumo ao sol’ da banda. Pausa: o visual de Forrest combina muito mais com algum conjunto do tipo Blink 182. Destoa também de Molko e de Stefan Olsdal por sua idade: só 22 aninhos. Mas para aqueles que ainda não tiveram a sorte imensa de ouvir Placebo além da essencial “Every you Every me” – que embalou o filme Segundas Intenções – indico o seguinte repertório:

untitled

Obs: “Without you I’m nothing” conta com a participação de David Bowie. A banda abriu diversos shows do cantor, símbolo do glam rock, e foi convidada por ele para o show/festa em comemoração aos seus 50 anos.
A voz feminina em “Meds” é de Alison “VV” Mosshart, da banda The Kills.
“I feel you” é originalmente do Depeche Mode; a versão do Placebo deu ar sexy e contagiante para a música da década de 80.
“Protège Moi” é a versão francesa da música “Protect me from what I want”; o vocalista Brian Molko é fluente em francês.

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6 Responses to “dica de segunda – Placebo”


  1. 1 Bruno Pongas
    25/05/2009 às 23:34

    Placebo é ótimo e vai MUITO além do mundo emolóide!
    Quanto à nova música, pelo menos ela é mais animada… é a fase feliz do Placebo! hahahaha se é que isso existe…

  2. 2 Filipe Cury
    26/05/2009 às 12:58

    Placebo é precursor do emo, vai.

    O disco Meds é bem bom, mas olha bem a fisionomia desse baterista novo. O vocalista nem comento…

    • 3 eLy
      26/05/2009 às 15:19

      Placebo é Placebo e ponto final. Não tem comparações e não tem essa de precursor de emo pq existem a muito tempo…ou será q alguma banda emo chegará a 15 anos de carreira hã? duvido que cheguem a 5….

      AS musicaS que ouvi de Battle For The Sun são ótimas e naum agradarão aos emos, naum foram feitas para eles e sim para quem gosta de boa música.

      • 4 Filipe Cury
        26/05/2009 às 16:51

        Ok. Então, busque as bandas da cena emo e veja quais são as referências delas. Pode ter certeza que Placebo estará na lista. Porém, não tem como negar que eles são os precursores desse movimento – podem até não fazer parte.

  3. 26/05/2009 às 23:25

    Acho que chamar de banda precursora quer dizer que a banda tenha afinidades com os movimentos que vieram depois, e é MUITO diferente! Falei dos emos exatamente pra deixar claro o abismo em qualidade que separa Placebo de todos esses moços que se acham incompreendidos.


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