Arquivo de maio \28\UTC 2009

28
maio
09

Dica da Locadora – Trainspotting

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sick_boy1 Trainspotting é um filme britânico do meio da década de 90, que conta com uma trilha sonora que é uma mistureba de rock, progressivo e bastante psicodélico. Isso tudo para ilustrar uma obra inteligente, engraçada, doentia e – às vezes – inconsciente de um pessoal para lá de saudável. A história é baseada no livro homônimo de Irvine Welsh.

No papel principal, Ewan McGregor, em uma de suas primeiras aparições cinematográficas de destaque, interpretando Mark Renton, um sujeito que acaba de entrar na vida adulta e ainda mora com os pais. Ele convive com um grupo de colegas – na verdade, não podemos sequer chamá-los de amigos – sem qualquer perspectiva de vida, que gastam seu tempo alimentando o vício pela heroína. Juntos, caminham a passos largos para o fim do relacionamento entre eles e a sua auto-destruição. Até que chega o dia em que Renton se depara com uma oportunidade que pode mudar sua vida.

A trilha sonora é de primeira qualidade, mas também pode precisar de um untitledpouco mais do que uma “ouvida desatenta” para ser digerida. No esquadrão escalado pelo competente diretor Danny Boyle (A Praia e Quem Quer Ser Um Milionário?) estão Iggy Pop, Brian Eno, Underworld, Blur, New Order e Lou Reed com a excelente Perfect Day. Mais uma dica direto da locadora do RRT para o fã de música de qualidade.

27
maio
09

Ícones do rock podem trabalhar em parceria

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Grande figura do rock,  Dylan e Paul podem formar uma parceria inesquecível

Grandes figuras do rock, Dylan (foto) e Paul podem formar uma parceria inesquecível

Para os amantes do bom e principalmente velho rock n’ roll, uma notícia pra lá de excelente. De acordo com o tablóide britânico Daily Express, duas lendas do rock podem atuar juntas; trata-se de Bob Dylan e do ex-beatle Paul McCartney. O boato sobre o possível dueto circula pelo mundo da música já há algum tempo, mas ganhou novos contornos apenas nos últimos dias.

Há algumas semanas atrás, Dylan confessou desejo de tocar com o baixista. Após o ocorrido, pessoas influentes nos bastidores trabalharam para fazer o rumor virar realidade; agora, notícias indicam que a dupla poderá concretizar a parceria já no próximo semestre. Ainda segundo o tablóide, o fato de ambos morarem muito perto um do outro (no estado norte-americano da Califórnia), pode facilitar o negócio.

O assessor do ex-beatle afirmou que McCartney estaria muito interessado na parceria: “Ter os dois trabalhando juntos por qualquer período de tempo é bem difícil, muito por problemas no calendário e tudo mais, mas ambos querem tocar juntos”, disse, “O resultado final seria fascinante de ouvir”, completou. O assessor ainda comentou sobre o possível local do encontro: “Obviamente eles devem querer trabalhar em privacidade, sendo assim, aposto que o melhor lugar seria a casa de algum deles”, finalizou.

Sons recomendados para todos!

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25
maio
09

dica de segunda – Placebo

Pode chamar de glam rock ou de indie, de gay ou esquisitão. Placebo é a banda que segue o que há de melhor no estilo deprê: sua originalidade é capaz de fisgar tanto o povo que se veste de preto naquele baita dia de sol, quanto os reles alternativex que estão a fim de sofrer aquela fase ‘ninguém me compreende’ com uma trilha sonora (muito) melhor do que o repertório emohistérico de garotos de chapinha no cabelo. A diferença talvez se faça perceber pela experiência dos integrantes na arte de sofrer; afinal, uma coisa é choramingar pelos problemas da adolescência, completamente diferente é ter mais de 30 anos nas costas e continuar fazendo música de qualidade sobre o mesmo-de-sempre do mundo do rock – drogas, sexo e bebedeiras.

O baterista novo Steve Forrest ao lado dos velhos intergantes Brian Molko e Stefan Olsdal.

O baterista novo Steve Forrest ao lado dos velhos intergantes Brian Molko e Stefan Olsdal.

Pois bem, para os já fãs de Placebo, um alerta: após intervalo de dois anos sem gravar, o novo CD lançado em futuro próximo se chama “Battle for the Sun”, para combinar com a atual fase positiva do grupo. Ãnh? Isso mesmo, em entrevista, o vocalista Brian Molko – viciado, andrógino, bissexual, filho de pai banqueiro que infernizou sua escolha pela faculdade de teatro – disse: “Nós fizemos um disco sobre escolher a vida, escolher viver, dar um passo além da escuridão e em direção à luz”. Como será possível Placebo, que carrega em sua voz e seus arranjos todas as dores que existem na humanidade, se metamorfosear para algo que soe positivo? Pois bem, a boa notícia é que não mudou TANTO assim… Em “For What It’s Worth”, as reclamações continuam:

No one cares when you’re down in the gutter/Got no friends, got no lover
{Ninguém se importa quanto você está na sarjeta/Não tenho amigos, não tenho amor}

A boa notícia é que a musicalidade da banda não decaiu após a saída de Steve Hewitt, que ocupava a bateria desde 1997, mas foi substituído por Steve Forrest em 2007 – ao que parece, Hewitt não estava pronto para entrar na etapa ‘rumo ao sol’ da banda. Pausa: o visual de Forrest combina muito mais com algum conjunto do tipo Blink 182. Destoa também de Molko e de Stefan Olsdal por sua idade: só 22 aninhos. Mas para aqueles que ainda não tiveram a sorte imensa de ouvir Placebo além da essencial “Every you Every me” – que embalou o filme Segundas Intenções – indico o seguinte repertório:

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Obs: “Without you I’m nothing” conta com a participação de David Bowie. A banda abriu diversos shows do cantor, símbolo do glam rock, e foi convidada por ele para o show/festa em comemoração aos seus 50 anos.
A voz feminina em “Meds” é de Alison “VV” Mosshart, da banda The Kills.
“I feel you” é originalmente do Depeche Mode; a versão do Placebo deu ar sexy e contagiante para a música da década de 80.
“Protège Moi” é a versão francesa da música “Protect me from what I want”; o vocalista Brian Molko é fluente em francês.

24
maio
09

trilha sonora das estradas

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Nada como uma bela música para embalar as longas horas de viagem

Nada como uma bela música para embalar as longas horas de viagem

Viajar, no sentido literal da palavra, é algo que é visto com bons olhos por grande parte das pessoas. Se pensarmos pelo lado saudável da coisa, também serve como refúgio para refrescar a mente do stress que passamos diariamente na correria da cidade grande.

Para os mais acalorados e efusivos, nada como uma bela tarde de sol na praia, embalada por uma boa cervejinha e papo descontraído com os amigos. Aos mais sossegados, que detestam calor e sentem nojo só de pensar naquela areia irritante grudando por todo o corpo, uma viajem ao campo ou a algum sítio afastado é sempre uma boa pedida, afinal, nada como passar um final de semana naquele friozinho ensolarado e gostoso de algumas cidades mais afastadas da muvuca dos grandes centros.

Tudo muito bom, tudo muito bem. No entanto, algo que sempre passa em branco na hora da viagem é pensar em pegar alguns CD’s que embalem o longo caminho pelas irregulares estradas brasileiras. Pensando nisso, o Rock n’ Roll Train faz uma pequena coletânia de sons altamente recomendados e que combinam perfeitamente com as paisagens que encontramos país afora. Boa viagem, no sentido literal ou figurado, caro leitor.

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23
maio
09

Paul Is Dead?

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Beatle foi substituído por um sósia após acidente de trânsito

Beatle foi substituído por um sósia após acidente de trânsito, em 1966

Paul está morto?! Pois é. São inúmeros os indícios que dão conta de que o eterno Beatle já passou desta para uma melhor. Uma verdadeira lenda urbana, que nunca será comprovada, porque, na verdade, trata-se de uma grande brincadeira. Os integrantes do conjunto nunca admitiram qualquer tipo de envolvimento ou colaboração com o  boato, mas é provável que tenham aderido à traquinagem.

Tudo começou em 1966. Logo após o lançamento do álbum Revolver, os Beatles pararam de excursionar durante um breve período em razão da complexidade de transposição das músicas do estúdio para o ao vivo. Isso, aliado a um acidente de moto sofrido por Paul, despertou a criatividade do público, que começou a buscar uma explicação para o “sumiço” temporário do baixista da banda. Esse acidente lhe rendeu um dente quebrado e uma cicatriz no lábio, que carrega até hoje e pode ser vista com clareza nos videoclipes de Paperback Writer e Rain. Segundo diz a lenda, ele teria furado um cruzamento e colidido contra um carro no dia 9 de novembro de 66. Daí veio a história de um concurso de sósias para substituir o músico em suas funções, e, posteriormente, os produtores começaram a soltar pistas sobre a morte do músico. O escolhido? Um sujeito chamado Billy Shears.

Principais indícios da morte de Paul McCartney:

Primeira capa de disco desenhada

Primeira capa de disco desenhada

Revolver (1966): O disco foi lançado antes do suposto acontecimento, mas mesmo assim entrou para o hall de pistas sobre a morte de Paul. Trata-se da primeira capa de um disco dos Beatles desenhada; isso teria sido pensado para que o público não reconhecesse o sósia. Também há uma mão aberta em cima de sua cabeça, sinal de benção aos mortos em diversas culturas. Esse símbolo seria repetido em inúmeras oportunidades, reforçando cada vez mais a lenda, como por exemplo na capa de Yellow Submarine. Nas letras, os indícios que chamam mais atenção estão nas músicas Eleanor Rigby, Dr. Robert e She Said She Said.

Em Eleanor Rigby, a figura do Father McKenzie seria na realidade Paul McCartney, pela semelhança entre os sobrenomes. Reparem na letra: “Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave“. Traduzindo para o bom e velho português: “padre McKenzie limpando a sujeira de suas mãos após sair do túmulo”.

Já em Dr. Robert: “He does everything he can, Dr. Robert“, ou melhor, “Dr Robert faz de tudo o que pode (para salvar a vida de Paul)”. Ao que consta, Dr. Robert seria o médico que atendeu o britânico após o acidente automotivo.

Por fim, She Said She Said: she said I know what it’s like to be dead” ou “ela disse que eu sei como é estar morto”.

A capa mais emplemática da banda

A capa mais emblemática da banda

Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967): Frequentemente citado como o mais influente álbum de rock da história, Sgt. Peppers tem uma capa emblemática e cheia de conteúdos “suspeitos”, por assim dizer, e que representa o próprio funeral de Paul McCartney. Mais uma vez, aparece uma mão fazendo uma benção à morte sobre o músico. No chão, há um arranjo de flores formando um baixo semelhante ao que o britânico toca e virado para a esquerda, uma vez que ele é canhoto. Ao lado, há uma estatueta de Shiva, a deusa hindu da morte que aponta diretamente para o Beatle morto. Na foto da contracapa do álbum, todos estão virados para frente, com exceção de quem? Paul.

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Imagem espelhada do bumbo de Ringo Starr

No bumbo de Ringo Starr, se espelharmos horizontalmente cortando a frase “Lonely Hearts”, é possível ler “one he die” fazendo mais uma referência à morte do baixista do conjunto.

Na letra de Sgt. Peppers, “so let me introduce to you the one and only Billy Shears“. Ou seja, “permitam-me apresentar o primeiro e único Billy Shears”, sósia de Paul.

Na letra de A Day In The Life há algumas pistas bem claras: “He blew his mind out in a car, he didn’t notice that the lights had changed“. Para o português: “ele estourou sua cabeça em um carro, ele não notou que as luzes haviam mudado”.  Outro fragmento: “A crowd of people stood and stared they’d seen his face before, nobody was really sure if he was” -> “Uma multidão parou e assistiu, eles haviam visto seu rosto antes, ninguém tinha certeza se ele era”.

Paul descalço e placa do fusca são sinais

Paul descalço e placa do fusca são sinais da morte do Beatle

Abbey Road (1969): O penúltimo disco dos Beatles, que tornou famoso o estúdio da Rua Abbey, em Londres. Paul McCartney é o único integrante da banda a andar descalço (os mortos costumam ser sepultados sem sapatos), com a passada trocada e olhos fechados. À esquerda, há um Fusca amarelo com a placa “281F”, que significa que ele teria 28 anos se (if) estivesse vivo no ano do lançamento do álbum. Além disso, há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais. Outro indício que gera discussão é o fato do Beatle estar com um cigarro na mão direita, o que seria uma prova de que trata-se de um sósia, já que ele é canhoto.

Na letra de Come Together John canta: “one and one and one is three“, ou seja, três Beatles restantes.

Há mais centenas de pistas que dão conta da morte de Paul McCartney – muitas delas malucas e fruto da imaginação dos fãs da banda, outras são um tanto quanto untitleddescaradas – que mostram claramente que os integrantes do conjunto entraram no espírito da brincadeira e encontraram uma maneira de promover seus discos. Fato é que, vivo ou morto, Paul McCartney continua batendo recordes de vendas de ingressos em seus shows pouco acessíveis a nós, reles mortais.

23
maio
09

A (não tão) recente juventude indie

Hoje resolvi me interar de tudo que estourou de bom na mídia já há algum tempo, mas que ouço por aí sem saber ao certo o que é. Tive algumas boas surpresas, que gostaria de dividir:

Músicas para embalar o texto:
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O MGMT – sigla que abrevia “Management” – é formado pela dupla Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, lançaram seu único CD em 2007, e vem sendo aclamado como a cereja do bolo pelos amantes da psicodelia. Com certeza você já ouviu “Time to pretend”, pois o hit bombou nas pistas de dança mais moderninhas por aí. Impossível negar o gosto dos garotos pelo movimento hippie, já que a música (deliciosa!) fala a respeito de viver intensamente e morrer jovem, no meio de muitas drogas, amor livre e espírito desapegado (veja a letra inteira). Era o que faltava para toda uma massa jovenzinha sedenta por música livremente virtual!

O problema é que, ao ouvir mais faixas, sentimos falta do ápice das canções, é tudo progressivo demais. Típica banda de início de balada, quando o objetivo é fazer a galera se mexer de leve, mas sem grandes empolgações. Os samples eletrônicos lembram de leve as maravilhas surgidas nos anos 80, mas não recomendo ouvir um CD inteiro do MGMT. Admito: escondidas entre músicas iguaizinhas do início ao fim, salvam-se faixas originais e de boa melodia, como “Pieces of what” e “Of Moons, Birds and Monsters” – esta última tem instrumentos viajantes que bebem da mesma fonte de Pink Floyd, com seus solos enormes cheios de agonia. Esperemos para ver. Quem sabe o próximo disco vem mais maduro e agradando a todos? Tudo indica que seja um duplo dividindo claramente a vertente pop da psicodelia doida dos Management, produzido pelo Chemical Brothers.

Os Black Kids, apesar do nome, tem apenas dois de seus integrantes negros: os irmãos Youngblood.

Em grau comparativo, prefiro o Black Kids. Também nasceram agora há pouco, em 2006, também soam novinhos e também cairam na graça dos interneteiros tendo um CD só. Mas estes tem um trunfo na manga: uma alegria melancólica a la The Cure, com uma voz esganiçada que soa como banda pra sempre adolescente, mas de qualidade incrivelmente adulta. A mais famosa deles é a dançante (e de título imenso) “I’m not gonna teach your boyfriend how to dance with you”, mas merecem destaque “Hit the Heartbreaks”, “I’m making eyes at you” e “Love me already” – todas românticas com backing femininos que lembram (muito!) Go Team!.

Agora, pra revolucionar MESMO, ouça Vampire Weekend. Como um passe de mágica, a banda nascida na faculdade mistura tambores africanos com flautas orientais e violinos, transformando ingredientes inconciliáveis em ska, música clássica, pop rock… A influência afro chega a nos convencer de que “Cape Cod Kwassa Kwassa” poderia intergrar facilmente a trilha sonora de Rei Leão. Para entender tanta mistureba, vale lembrar que o vocalista Ezra Koening já tocou saxofone em um grupo de jazz e em uma banda de afro-pop, além de ter formado com o baterista Cris Tomsom um grupo de rap. Seu experimentalismo já os tornou famosos, e “Cape Cod…” foi colocada na lista das 100 melhores músicas de 2007 pela revista Rolling Stone, mas, antes que o sr. Walt Disney se contorça em sua tumba, julgue você mesmo:

21
maio
09

Dica da Locadora – Os Infiltrados

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infiltrados_1Inspirado nos grandes clássicos da máfia como O Poderoso Chefão, Scarface e Os Bons Companheiros, Os Infiltrados pode também ser considerado um ícone do gênero e um dos melhores filmes da última década. Em breve sinopse, o longa conta a história paralela de Billy Costigan (Leonardo DiCaprio) e Colin Sullivan (Matt Damon); o primeiro é policial e se infiltra dentro da máfia irlandesa comandada por Frank Costello (Jack Nicholson), o outro, no entanto, faz o contrário: entra para a polícia de Nova York à mando dos mafiosos. Cheio de reviravoltas e cenas impagáveis, o longa rendeu ao diretor Martin Scorsese um oscar inédito em sua carreira.

No lado musical, Os Infiltrados é um show à parte, e, por incrível que pareça, nem sequer foi indicado para a categoria de melhor trilha sonora do oscar daquele ano – a estatueta ficou com Babel, o que provocou muita discórdia entre críticos e público. Como o prêmio da academia muitas vezes é um mero detalhe, podemos nos deliciar durante a trama com o melhor do rock n’ roll – a começar pela música tema do filme, I’m Shipping Up To Boston, dos américo-irlandeses do Dropkick Murphys.

untitledAlém deles, fazem parte da trilha bandas como os Rolling Stones, The Allman Brothers Band e o sempre eterno beatle, John Lennon. O gosto de Martin Scorsese pelo rock nunca ficou de lado em suas obras; no ano passado, ele dirigiu o show/documentário The Rolling Stones – Shine a Light, que comemorou os 45 anos da lendária banda do vocalista Mick Jagger. Ainda nesse ano (2009), o cineasta apresentará seu novo filme, intitulado Paciente 67 (Shutter Island), que conta com elenco estelar e é promessa de mais uma ótima trilha sonora para os apreciadores do rock and roll.

 Abaixo, um pequeno aperitivo. Vale a pena conferir!