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Punk rock ou Punk poser?

 

Confira aqui um segundo post sobre punks, sobre jive, e sobre os comentários no final da página

Antes de mais nada, um aviso: esta nota não é imparcial. Não pretende ser portadora da mais pura verdade, mas sim de uma mera demonstração de opinião.

Em visita (ou badalação, como preferir) ao Jive, balada moderninha e ‘alternativa’ em noite intitulada That’s rock!, que trazia o pocket show da banda Invasores de cérebros, me peguei pensando: onde raios foram parar os punks?

Primeiro, vamos esclarecer algumas coisas:
A casa, com decoração colorida e psicodélica, é famosa por seus frequentadores exóticos e seu som característico, que mistura “brisa e beats latinos” com “especiarias musicais de terras remotas”, como descrito na comunidade do clube.
A banda Invasores, por sua vez, é veterana do punk rock nacional desde 1988, ridiculariza o famoso ‘sistema’ e vai contra ‘modismos’ em prol da liberdade de expressão, mas sem se agarrar a objetivos concretos, exceto o de divulgar sua música.

Pois bem, está provado que a banda destoa do ambiente nos princípios mais impregnados do cenário punk: casas sujas, escondidas e ‘fora da moda’, que raramente têm palco adequado e oferecem entrada bem abaixo dos R$20,00 do Jive seriam mais adequadas, sem dúvida. Agora, a atração especial fica por parte do público.

São Paulo Fashion Week lançou a tendência das sandálias gladiadorEntre as menininhas, os princípios do faça-você-mesmo e da fuga dos padrões caem por terra nos pés de rockeiras muito bem produzidas calçando sandálias estilo gladiador – que, por acaso, estão em alta nas passarelas tão criticadas pelo movimento por seu glamour e consumismo desenfreado.

Já aquelas que ainda não abandonaram o all star e a calça jeans pulam desenfreadamente e se fazem de punks sem conhecer ao menos uma música – exceto pelos hits de Sex Pistols e Ramones, é claro.

 

Os meninos, com cervejas de R$5,00 impregnadas do capitalismo maldito em mãos, abandonaram os moicanos e as roupas rasgadas cobertas por jaqueta de couro e tarrachinhas. Agora, ficou tudo mais simples: cabeça raspada e camiseta a la Galeria do Rock – mais hard core.

Quando o show começa, todo mundo se mistura em rodinhas até que pacíficas, e, as porradas da bateria em músicas rapidíssimas, tornam impossível para qualquer ouvido humano perceber do que se tratam as letras. Então, todo aquele engajamento contracultural e politizado do punk rock vira uma salada de modismos e perde o sentido. Queria deixar claro que admiro a mistura de estilos, e não há nada mais natural do que a transformação dos grupos e tribos ao longo do tempo, acompanhando as mudanças da sociedade em si. Só queria alertar para a discrepância do discurso de muitos punks que se intitulam os verdadeiros, principalmente por causa de suas consequências.

A violência entre grupos que enfrentam diferenças de valores ou de vestimentas se faz presente tanto nos subúrbios como nos centros, tendo como motivação a defesa de uma ideologia que, muitas vezes, nem seus próprios membros conhecem. Anarcopunks brigam com Carecas, que por sua vez brigam com Hardcores, que brigam com Emocores, que talvez não briguem com ninguém. O fato é que o movimento nascido no berço do anti-nazismo, amor livre e liberdade individual, criou seus subgêneros e deixou, por algum motivo, de respeitar esta última. O próprio vocalista da Invasores de Cérebros, em entrevista ao Portal do Rock, criticou o movimento punk por ter perdido sua agressividade: “Falta aquela rebeldia [..], aquela coisa de se rasgar com uma faca no palco. Acho que falta este fator do perigo. As pessoas primam muito pela técnica hoje em dia e se esquecem deste lado da loucura que representa o rock”.

Ok, Ariel, talvez falte atitude não só no punk, mas no rock em geral. Uma balada paulistana que toque na mesma noite Led Zeppelin, Garotos Podres e Avril Lavigne (?!) pausa: felizmente, deixei o Jive antes de presenciar tal heresia, mas fui informada do acontecimento por testemunha ocular –  mostra como a identidade do gênero foi pasteurizada, sendo qualquer poser capaz de se nomear qualquer coisa após breve pesquisa na Wikipedia. Entretanto, acho que em um mundo repleto por tantos problemas, denunciados inclusive pela sua banda, melhor escolher os Ramones cantando I believe in miracles do que o Invasores de Cérebros gritando música homônima, que considera o verdadeiro punk fruto de violência entre gangues – confira letra aqui.
Viva a diversidade cultural, de qualquer forma.

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40 Responses to “Punk rock ou Punk poser?”


  1. 13/04/2009 às 21:29

    Quanta revolta no seu coração!!!!

    hehe só para não perder o costume: como se vc(e eu) não pulássemos como 2 babacas ouvindo uma música que não entendemos a letra e que nunca escutamos. hahahahahaha acontece né….

    mas é amiguinha, o mundo tá perdido mesmo. é tudo uma putaria, acho que não existe mais punk…as pessoas ñ tem mais um motivo para ser punk, ñ adianta ser engajado,fazer protesto, continua sempre a mesma merda e quem liga de verdade? estamos muito preocupados em guardar dinheiro pra viajar, pra trocar de celular…

    fora que a maioria das pessoas são burras né, saem por aí se dizendo punk, anarquista, comunista, skin head, e sei la mais o que, mas nem sabem o que isso significa de verdade. é só pra se dizer diferente, incompreendido, marginalizado e se afirmar pro pais.

  2. 2 Filipe Cury
    13/04/2009 às 21:57

    Mais uma vez vou citar o mestre Biga e seus ensinamentos: “É tudo questão de relativizar” (BIGA, Luiz. 2009)

    Não adianta nada falar que o punk morreu e que não existe mais uma ideologia e – vou além! – uma razão de ser. O mesmo aconteceu com o rock and roll, bossa nova, tropicália, entre tantos movimentos músico-sociais. Fato é que para alguém essa barulheira deve fazer algum sentido, assim como o punk não significa nada para nossos pais, avós, enfim… Isso porque esses movimentos já são mesclas de tantos outros. E um dia tinha um grupo de amigos debatendo que o country e o blues já não eram mais os mesmos com aquele tal de Elvis Presley…

    Não tomando o Invasores de Cérebros como exemplo, pois eles aparentemente fazem música para vender. Mas até essa onda de obras estritamente comerciais refletem uma realidade do cenário atual, que deve ser observada e critica como foi o punk em seu nascimento.

    No fim, a Lekinha tem razão… Não importa se você tônicas, terças e quintas em tríades de forma acelerada. Punk não é isso. Punk é atitude. Não apenas um estilo musical.

  3. 3 Bruno Pongas
    13/04/2009 às 22:26

    Para os que nao conhecem a banda, fica difícil se identificar com o conteúdo crítico se nem sequer podemos ouvir as letras em meio à bateria em tom forte que dá dor de cabeça e impossibilita o espectador de sentir o show.A minha crítica é direcionada mais aos aficionados – que pelo menos se dizem fanáticos -, mas que muitas vezes nem sabem do que se trata o conteúdo altamente crítico contido nas letras. Ou seja, como dito no post, tudo acaba virando uma salada sem sentido, já que aquilo tem um senso apenas para os integrantes da banda e para aqueles que já conhecem seu trabalho em si. O resto acaba embalado por um desempenho empolgado e exagerado em palco, que inflama o público que nem sabe o porque está vibrando daquela maneira.

  4. 4 Vinícius Porto
    13/04/2009 às 22:33

    Então pra ser Punk é necessário sair quebrando tudo e todos?!

    Concordo que o Punk hj em dia está em baixa, e que muitos de seus adeptos hj em dia são em geral são crianças mal informadas sobre o significado de ser Punk.

    Porém, não é a roupa que caracteriza a personalidade de alguém, a não ser de uma pessoa fútil e sem personalidade.

    Quanto as bandas em questão, é fato que a maioria que gosta do estilo Punk hj em dia escuta Sex Pistols e Ramones, pq foram bandas precussoras do movimento e apareceram bastante na mídia, mas atravéz dessas bandas, pessoas realmente interessadas no movimento buscam saber sobre outras bandas e sobre o movimento.

    “Não julgueis,para que não sejais julgados.Porque com o juízo com que julgais,sereis julgados;e com a medida com que medis vos medirão a vós.”

  5. 5 marCUs
    13/04/2009 às 23:19

    muito fácil vomitar críticas e falar o que a maioria das pessoas que não se identificam com o punk e nem o entendem na sua complexidade toda falam; “punk morreu”, “punk é atitude”, e blablabla.
    quem tá dentro sabe qual é a real e não temos nenhum interesse fazer as pessoas entenderem a nossa cultura, não pra enxergarem-na com olhar cínico e distanciado.
    punk não se explica, o punk se vive no dia-a-dia e nessa “caminhada” que se compreende qual é a dele.

    se veio blink, avril lavigne, mcfly e toda essa porra, ainda tem muita garagem e muita gente que vive e ama essa cultura com intensidade.
    já dizia o lobotomia: “a decadência é sistemática”, não do punk em si.

  6. 14/04/2009 às 10:11

    É, na verdade no post disse exatamente que ser punk não é bater em todo mundo. O movimento punk nasceu contestador, mas pacífico, e muita gente não respeita isso – talvez não seja só problema de hoje.
    Também não há como negar que o visual punk está diretamente relacionado à ideologia, e no post não ‘dei uma de fútil’, só alertei para o fato do Jive e as pessoas de lá agirem contra todo o sentido punk, mas se intitularem punks.
    E não duvido que existam pouquíssimas pessoas que “vivam” essa cultura ainda. Só quis dividir minha revolta com as pessoas que estavam no Jive, que acham que vivem tal cultura, mas certamente não vivem. Entenderam?

  7. 7 Filipe Cury
    14/04/2009 às 13:03

    Não entenderam porque se dizem punks acima de tudo, mas agem como um bando de adolescentes raivosos.

  8. 8 Vinícius Porto
    14/04/2009 às 17:28

    Adolescente?!

    se eu fosse adolescente estaria xingando ao invés de expôr minha critica ao post!
    Se vcs pensam assim, é um problema de vcs. O punk não morreu, mas cada vez mais está diminuíndo.
    O q é bom, já que será elitizado por aqueles que realmente amam o movimento e continuam acreditando em sua mensagem!

    E Srtª Marcondes, eu não a chamei de fútil, e sim aquelas pessoas que se dizem Punk por andar com uma camisa do Ramones, calça rasgada e tênis All-Star. Caso seja esse seu estereótipo, aí poderá dirigir meu comentário a sua pessoa, mas por enquanto, não foi pra vc.

    quanto ao “Sr.” Filipe Cury, tenho 27 anos, busquei me informar sobre o movimento Punk a muito tempo, e ao invés de ficar criticando quem adere ao movimento, tento fazer minha parte. O q não é muito, pois no nosso país é muito complicado, e ao contrário da grande maioria q se diz Punk, sempre trabalhei e estudei. Vivo com meu dinheiro desde q me entendo por gente, e nunca na minha vida recebi “mesada” do meu pai ou da minha mãe!

    aprendam um pouco mais sobre o Punk antes de criticar em vão. Pois o q foi postado acima, pra refere-se apenas questão de moda!

  9. 14/04/2009 às 20:08

    Ok, Vinícius, entendi que o lance do fútil não foi pra mim. E eu não critiquei os punks, o movimento punk, mas pelo que percebo, compartilho da sua opinião, pois minha intenção primeira de postar foi alertar para aqueles que se intitulam punks – e metaleiros, e clubbers, e hardcores – sem conhecer absolutamente nada dos respectivos movimentos.

  10. 10 Filipe Cury
    14/04/2009 às 22:12

    Sr. “Vinícius Porto”. Em momento algum falei que o sr. era adolescente. E naquele momento específico não me referia ao sr.

    O problema é justamente o que a srta. “Leka Marcondes” reiterou acima: pessoas que se auto-intitulam algo sem entender o motivo pelo qual aquele algo existe e é daquele jeito hoje. É sobre isso que se trata o post.

    Agora, cada um pode ser o que bem entender. E não sou eu nem o sr. quem vai definir o que é ser punk. Ao menos que exista um manual “Como se Tornar um Punk de Respeito”, que até onde sei não existe – ainda. Talvez a gente se junte e escreva um dia no ápice da nossa prepotência.

  11. 11 Bruno Pongas
    15/04/2009 às 5:58

    Para mim o que houve foi uma grande erro de interpretação por parte de todos. Primeiramente que os punks, ou aqueles que se intitulam punks, levaram a mal o que foi escrito sendo que a crítica exposta lá era referente aos pseudo-punks, ou seja, àqueles que se intitulam algo mas nem sabem do que se trata a ideologia, como já dito acima. O que falta, as vezes, é prestar um pouco mais de atenção nos textos antes de vir criticar baseado em coisas que nem sequer foram faladas…

  12. 15/04/2009 às 8:30

    Lekinha…
    Vc é uma menina muito preconceituosa. Se vc continuar assim, seu jornalismo não passará de um punhado de recalques. Acho que sei quem vc é. Vc ficava tampando os ouvidos na frente do palco, né? Coisa feia isso… Por que tanto rancor com minha banda, menina? Algum Punk te fez mal? Por que vc acha que temos que continuar no Gueto? Saimos de lá faz tempo, gostamos de dançar e frequentamos casas noturnas desde os anos 80 e nunca vimos nenhum problema nisso. Se vc quiser saber mais sobre alguma coisa Punk ou da minha banda ou de minha pessoa, fico ao seu dispor. Procure fazer jornalismo com paixão, mas com responsabilidade também. Não é ofendendo as pessoas que vc conseguirá alguma coisa.
    Dentro do jornalismo, procure conhecer um mestre chamado Marcos Faerman. Isso poderá abrir sua cabecinha, baby.
    “Lutamos por um mundo onde caibam muitos mundos”. Vc consegue compreender isso???
    Respeito !!!

  13. 15/04/2009 às 9:42

    Minha nossa, vejo que ninguém entendeu minhas verdadeiras intenções. Talvez o erro seja meu, da próxima vez farei posts redundantes e repetitivos, para não correr o mesmo risco.
    Ariel querido, entendo sua hostilidade comigo, pois realmente falei mal da sua música e de seus ideais, mas de forma alguma fui preconceituosa. Você teria razão caso eu tivesse falado mal da cultura punk sem conhecê-la, ou então se eu FOSSE A TAL MENINA que tapava os ouvidos. Como o show não me agradou, não perderia meu tempo fazendo cena para criar constrangimento à banda. Vejo então que quem julgou quem não conhece foi VOCÊ.

    Não tenho rancor para com a sua banda, mas pesquisando por aí, descobri uma música que claramente faz apologia à violência entre gangues paulistanas, e sou profundamente contra isso. Também acho que, tendo número considerável de fãs e sendo um garoto punk crescidinho, devia tomar cuidado ao se declarar a favor de um rock rebelde e agressivo, considerando as sérias consequências de PRECONCEITOS entre grupos culturais rivais.
    Me corrija se eu estiver errada, mas o movimento punk surgiu como uma manifestação PACÍFICA, de uma juventude CONTESTADORA dos atos violentos praticados pelo poder. Então, lhe pergunto eu:
    Por que tanta agressividade em seu coração?

  14. 15/04/2009 às 11:18

    Tenho o coração agressivo porque não nasci rico como vc, querida!!!
    Aliás, onde vc leu que o Punk nasceu pacifista??? Somos belicosos sim e principalmente com vadiazinhas como vc que não entendem bosta nenhuma sobre contra cultura e ficam querendo aparecer escrevendo sem bases. Volte para as suas barbies, baby, que não fazem barulho nem incomodam ninguém. Faça-me esse favor!!!
    Quanto às “gangues paulistanas” que vc cita, somos contra as Neo-Nazistas. Vc conhece alguma?
    Se conhece, sabe que lutaremos sempre contra essa corja e queira vc ou não estamos por aí e continuaremos fazendo barulho, goste vc ou não!!!
    Ah! “Garoto Punk crescidinho” é o Caralho, viu sua putinha burguesa!!!

  15. 15 Filipe Cury
    15/04/2009 às 13:39

    Senhoras e senhores, é dessa maneira que se perde a razão.

    Claramente, o sr. Ariel não possui argumentos para responder à srta. Leka e ataca pelo lado pessoal (que ele não conhece) para ver se cola alguma coisa… Lamentável.

  16. 15/04/2009 às 14:01

    Mais fácil assim, não?
    Da mesma forma que não perdi tempo com a banda, não perderei tempo com baixaria. Desculpa aí, menino pré adolescente da periferia.
    Enquanto meu jornalismo ‘preconceituoso’ incomodar gente como você, continuarei sem mudar uma vírgula dele.

  17. 17 Bruno Pongas
    15/04/2009 às 14:36

    Lamentável, só temos isso a dizer. A parte ruim é que as pessoas – em sua maioria – não sabem sequer aceitar uma crítica e acabam descendo o nível sem a menor necessidade. Apelou, perdeu a razão e mostrou que não tem capacidade de argumentar. Isso porque é uma pessoa mais velha, que ao invés de defender seu ponto de vista com argumentos sólidos, como NÓS estamos fazendo, e mostrar onde a Leka está errada – caso ela esteja -, não, ele prefere ofender, porque como dito, é bem mais fácil…

  18. 15/04/2009 às 15:15

    Geeeeente! quanta revolta, não precisa sair xingando as pessoas….

    É um comentário dela, a opinião dela! Se vocês não concordam, pelo menos respeita! Essa atitude é exatamente a que ela tá contestando, é muito fácil sair por ai xingando as pessoas, falando mal de tudo e todos, batendo em qualquer um que não compartilhe a mesma ideologia que você. O difícil é manter um diálogo, escutando a opinião dos outros SEM PRECONCEITO.

    Certeza, que só estão tão putos porque ela não fez uma boa crítica da música de vocês…desculpa, é o que eu acho.

    E outra! violência não faz bem a ninguém, independente da classe social! Suponhamos que algum de vocês tenha um irmão, alguém muito querido que não é punk. Ia ser muito legal se alguém matasse ele porque ele não deu um desconto na coxinha. Uma atitude muuuito revolucionária.

  19. 15/04/2009 às 15:40

    São indivíduos assim, meus caros, que mancham não só a dignidade dos punks, mas sim de toda a existência humana!
    Aí, quer ser levado a sério, e a culpa é do jornalista…

  20. 20
    16/04/2009 às 8:18

    Ariel, pelo visto você usa da máxima “Faça o que eu digo, mas não faça o que faço”, né?

    Se você prestar atenção (ou até mesmo reler o texto), a primeira coisa que a Leka disse/escreveu em seu post foi que o que escreveria a partir daquele momento seria TOTALMENTE parcial…

    Em primeiro lugar, um blog pode sim (e DEVE) ser feito de opiniões, mesmo que escrito por jornalistas. Aliás, é através do blog que podemos expor nossas opiniões sem que sejamos ‘criticados’ ou ‘linchados verbalmente’ (como vc fez sem a menor necessidade ou por falta de poder de argumentação) por estarmos dizendo mentiras ou verdades. O blog é o espaço para aquele que criou falar o que bem entender, sem CENSURA (afinal estamos em 2009)!

    E fica a cargo daquele que lê um post, escolher se quer ou não concordar com o texto. (sem esquecer que o escrito é a opinião do moderador do blog e não necessariamente – ou seja, quase nunca – a sua!). Pois se não concordamos com o que lemos, por que continuar frequentando o blog? Lei do livre arbítrio. Está ali sim para você ler, mas não gostou, pegue o controle remoto e mude de canal! Ninguém te obrigou a ler, e muito menos a concordar, com o que a Leka ou qualquer outro dos moderadores escrevem. Mas é preciso respeitar as opiniões de cada um, o que você não fez. E ela deixou claro desde o começo que era uma opinião DELA sobre a balada e sobre quem estava lá naquele dia… e não sobre os punks ou qualquer movimento.

    Falei sobre a máxima lá em cima, porque você mesmo disse: “Lutamos por um mundo onde caibam muitos mundos […] Respeito!”… mas você não respeitou a opinião dela. Portanto, lutemos por um mundo onde possamos expor nossas opiniões e, mais, possamos ter nossas opiniões respeitadas. Você não é obrigado a concordar com ela, mas é obrigado SIM a respeitar a opinião dela. Talvez, PRINCIPALMENTE, porque este seja um espaço criado por ela para isso!

    E ela também tem total direito de não curtir o seu som ou criticar qualquer apologia que você faça… encare as críticas – qualquer uma delas – sempre pela visão construtiva e não pela ‘depreciação’, como você quis fazer com a imagem dela, que não precisa provar pra ninguém (muito menos pra você) o que pensa e o que vive!

    Abraço galera, desculpe o desabafo!

  21. 01/05/2009 às 18:06

    Tbm não vejo sentido nenhum em rodinhas de adolescentes, com suas jaquetas de couro, se batendo e pulando, venerando a violência, sem saber quais são e de onde surgiram os ideais que eles dizem seguir.
    Vejo isso presente no Ariel, logicamente, ele ainda não sabe escutar e aceitar críticas construtivas. Apela para insultos e baixaria, exatamente como minha prima de 15 anos faz quando briga com minha tia. Se ele ainda é o primeiro vocalista da banda, atualmente deve ter seus trinta e poucos anos e já deveria saber aceitar críticas e falar como gente.
    Ariel, vc me pareceu uma criança da massa e, obviamente, não sabe o que é um BLOG. E eu entendo seu lado, por isso, vou te explicar que blog, jornalístico ou não, serve para expressar opiniões, gerar discussões…
    Falando de violência, é simplesmente, um absurdo, incitá-la! Quer “lutar contra neo-nazistas”, há outros meios do que influenciar jovens a bater em tais…vc acaba criando pessoas violentas que não vão querer apenas brigas com neo-nazistas, mas vão assassinar garçons, adolescentes diferentes e etc.
    Esses jovens ainda têm a chance de crescer e saber pelo que lutar e COMO lutar! Dê essa chance a eles, e vc, por si mesmo, pode continuar com sua pequeno tamanho e pouca idade mental.

  22. 23 Maloca Punk São Miguel Paulista Z/L Suburbio
    25/05/2009 às 18:37

    o punk é agressividade estamos no brasil aki o punk é diferente de outros paises
    viemos do suburbio para aterroriza a burguesada(Tomem Cuidado ao Andar na Rua…).
    ”nois estamos armados
    até os dentes
    nois estamos aqui pra vencer
    matar ou morrer”

  23. 24 Filipe Cury
    26/05/2009 às 13:00

    Tá certo. Recado anotado, viu?

  24. 26/05/2009 às 23:51

    haha ‘nois’ também estamos armados. Temos nossos brioches.

  25. 26 Bruno Pongas
    27/05/2009 às 23:22

    Brioches? Brioche não é uma comida? hahahahaha

  26. 30/05/2009 às 17:03

    É comida de burguês. Aquela da famosa frase de Maria Antonieta que desencadeou a revolução francesa.

  27. 28 Filipe Cury
    07/06/2009 às 10:06

    Ah, tá…

  28. 29 Oráculo
    13/09/2009 às 0:37

    leka, limpe a boca um milhão de vezes pra falar do nosso movimento.

  29. 31 shin punk
    10/02/2010 às 8:40

    concordo temos que respeitar as opinioes..
    mas discutir sobre punk é complicado devido a sua ambiguidade
    e por ter varias interpretacoes pessoais, individuais e coletivas..
    E na minha opiniao pessoal o punk comecou como um movimento musical
    assim como qualquer estilo musical como o blues, rockabilly ,etc e
    aos poucos foi se desenvolvendo e ganhando novas caracteristicas o que
    torna muito dificil uma unica verdade punk e sua total compreeensao, e definir punk 77
    anarcopunk, street punk enfim sao inumeros grupos mas todos sao punks a sua maneira..

  30. 32 Dayana
    26/04/2010 às 23:45

    engraçado q a autora (o) do tópico nem faz ideia do q é poser uahauhauhauhauhauhah e quer discutir q o punk morreu XD

  31. 33 Dayana
    27/04/2010 às 9:08

    Quem abre a boca pra criticar ,deve pelo menos conhecer um pouco, antes de abrir a boca.
    Dizer q o punk morreu por causa de alguns adolescentes modistas é ser extremo demais,não acha?
    Não acredito q o punk tenha morrido ,todo mundo aqui sabe q a mídia ta aí pra isso msm distorcer e confundir a mente da galera,mas não é por isso q o punk morreu.
    Errado foi o Ariel se expressar daquela forma ,agiu sim como criança.Mas sinceramente vc está errada quanto a sua opinião

  32. 28/04/2010 às 10:15

    Primeiro: o que te faz concluir que eu não faço ideia do que é poser?
    Segundo: Se você concluiu também que eu não conheço o suficiente para criticar, ok. Não falei que o punk morreu em nenhum momento, mas critiquei exatamente as pessoas que não fazem ideia do movimento e acham que se incluem nele porque vão ao show do Invasores super produzidos com acessórios da galeria do rock.
    Sinceramente, nem sei por que ainda discuto isso. Vocês todos podem discordar, é saudável, mas se trata da minha opinião. E não é porque ela seja diferente das suas que ela esteja errada, Dayana. Inclusive, não é porque tenho esta opinião que ache que vocês estão errados. A diferença de ideias é o que faz o mundo crescer. Mas vocês todos são muito passionais para discutir de uma forma saudável.

  33. 18/07/2011 às 15:10

    fuck off bando de ignorantes que não sabem de porra nenhuma e só ficam criticando em vez de ajudar.

  34. 18/07/2011 às 15:17

    você acha que sabe mas não sabe de porra nenhuma então vá se foder.

  35. 37 julia zhivago
    04/07/2012 às 20:37

    olha, eu queria dizer que eu tive a santa paciência pra ler todos esses comentários e que eu encontrei umas pérolas. deu até pra me divertir um pouco. mas julgando pelo que li, muitos aqui realmente não sabem nada sobre punk (ou sabem o estereótipo e acreditam nele). o punk não veio na década de 80, veio na década de 70, em nova york, e veio SIM como um movimento pacífico, de pessoas que não gostavam muito das músicas que andavam tocando muito por aí (aquelas la com uns solos de 20 minutos e muitas guitarras) e resolveram trazer de volta músicas mais simples, com menos tempo e que exigissem menos técnica, tanto que alguns nem sabiam tocar de verdade. (pra garantir o que eu falo, procurem por new york dolls, personality crisis – parece um rock meio anos 50, com uma letra menos “elvis” da vida). isso foi se espalhando por aí, e muitas bandas surgiram, até que o então empresário dos dolls, malcolm mclaren, voltou pra inglaterra e montou uma banda nova, com garotos meio revoltados que soubessem tocar alguma coisa e chamou a banda de sex pistols, se referindo ao nome da loja que tinha. mclaren levou todo o conceito de punk pra inglaterra, onde o movimento se popularizou, junto com os sex pistols e o hit anarchy in the uk. e é por isso que o punk virou o que é hoje.
    eu sei que esse nao foi o melhor resumo de todos (uma bosta, na real) mas pelo menos esclarece alguma coisa. por sinal, ainda tem muita gente por aí que gosta de verdade do punk, CONHECE de verdade e faz igual, faz direito. não digam que o punk acabou sem antes procurar bem e descobrir que ainda existe gente assim, que não precisa ser super agressivo e não precisa fazer todo barulho do mundo com a bateria. AAAH, E ANARQUIA NÃO É COMTRA A PAZ, E SIM A FAVOR! É SÓ UMA REJEIÇÃO A QUALQUER FORMA DE PODER, E O DIREITO SOCIAL DE VIVER SEM REPRESENTANTES, QUE PARA ACONTECER, PRECISA DE PAZ ENTRE AS PESSOAS. tchau :)

  36. 38 julia zhivago
    04/07/2012 às 20:39

    só pra não parecer uma babaca, que nem muita gente aqui, leka, aceito sua opinião, e acho que vc ta certa am muitos pontos (inclusive em dizer tudo isso sobre os produzidinhos da galeria do rock). gente, punk não é só moda, ok?

  37. 39 lucas moraes
    03/02/2014 às 18:01

    e bem melhor procurar a historia em um livro antigo alias em livros pos a midia distorce muita coisas tipo tv radio e sites ,.,.,.,., quer informação de verdade leia livros antigos de escritores de verdade


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