Arquivo para a categoria 'Resenhas'

28
jun
09

Michael Jackson se foi. E aí?

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MichaelJacksonDancandoIncrível como os álbuns de Michael Jackson estão se esgotando depressa das prateleiras das grandes lojas e principalmente dos sebos, que chegam a colocar preços de discos novos em produtos usados devido à procura. Feliz fica o Seu Messias lá do centro, que é famoso por ser careiro e se gaba de não aumentar o valor dos discos, mesmo vendendo que nem água. Retomando: ao que consta, no site Amazon.com, o rei do pop ocupa nada mais e nada menos do que as quinze primeiras posições. Uma verdadeira fênix comercial.

Engraçado. Estava eu em uma daquelas livrarias/mega-store, que vendem de absolutamente tudo, e que caiu no meu gosto pelo bom trato que dão à parte musical – pois como livraria é apenas medíocre. Foi quando apareceu um garoto no ápice de seus nove anos e indagou a atendente: “Você tem o Thriller?“. “Não, acabamos de vender a última cópia…” Me fez pensar: Michael Jackson era um fenômeno quando vivo, mas precisou morrer para voltar a impulsionar as vendas de seus discos, uma vez que seu clímax criativo já tinha ido para o beleléu fazia quase duas décadas. Pois é. Mas nada muda o fato dele ter emplacado simplesmente o disco mais vendido de todos os tempos. Provavelmente, com a crise da indústria fonográfica, o advento do iPod e o avanço da pirataria, Thriller nunca será derrubado de seu pedestal.

Caetano Veloso me surpreendeu pela impressionante simplicidade e precisão com a qual definiu o rei do pop: “É o anjo e o demônio da indústria cultural”. Realmente, o pop nada mais é do que a matéria-prima da indústria cultural e Michael Jackson foi um claro exemplo de como ela pode consagrar e consumir um ser humano em um passe de mágica. Espantoso.

Para quem quiser começar a alimentar o saudosismo:

PLAY

14
jun
09

Balanço 2009 / 1º Semestre

resenhafilipeuw1Os primeiros seis meses do ano de 2009 foram intensos em diversos aspectos. No cenário mundial, tivemos um pequeno surto de gripe suína e a queda misteriosa de um airbus de uma companhia estrangeira. Na economia,  mais desdobramentos da crise financeira global. No esporte, Barcelona campeão da Champions League, e o Rubens Barrichelo que ainda não ganhou nenhuma corrida, mesmo tendo melhor carro da Fórmula 1.

Mas, no âmbito musical, salve algumas decepções, as notícias foram muito boas. Vamos listar aqui, os destaques deste primeiro semestre em uma curta seleção organizada pelo RRT (clique na capa do álbum para ouvi-lo):

ben harperBen Harper and Relentless 7 – White Lies and For Dark Times

Em uma sábia decisão, Ben Harper se uniu novamente à banda Relentless7 composta por Jason Mozersky (guitarra), Jesse Ingulls (baixo e teclado), e Jordan Richardson (bateria). Eles já haviam tocado juntos da faixa Serve Your Soul, do cd Both Sides Of The Gun. Harper mostrou mais uma vez a capacidade de produzir coisas diferentes – e o mais importante de tudo – com qualidade. Seu tino para a música parece estar cada vez mais apurado e este último disco é mais uma prova disso.

bob dylanBob Dylan – Together Through Life

A idade chegou e isso é visível no mais recente trabalho de Bob Dylan. Para muitos, essa frase pode assumir uma conotação negativa; o que nesse caso não se aplica. No auge dos seus 68 anos, ele canta com uma voz arrastada e rouca, mas sempre em perfeita harmonia com as canções. Together Through Life é uma viagem ao passado a qual Dylan revisita o início de sua carreira ao mesmo tempo em que mostra toda a evolução que um músico de seu calibre pode atingir com quase meio século de estrada.

dave matthews bandDave Matthews Band – Big Whiskey And The Groogrux King

Desde o nome, o novo disco da Dave Matthews Band é uma homenagem ao saxofonista LeRoi Moore, morto em um acidente no ano passado. Tanto que a primeira faixa do álbum é um melancólico solo de sax. Quanto à banda, não há muito o que dizer: eles continuam em perfeita sintonia e mesmo após um longo período sem canções inéditas, mostram a que vieram e fazem um som que transcende a rotina e quebra o vício dos nossos ouvidos já saturados da mesmice tão aclamada pela indústria fonográfica.

john fruscianteJohn Frusciante – The Empyrean

Em seu projeto solo, o guitarrista do Red Hot Chilli Peppers voltou a acertar a mão com este trabalho. John Frusciante retorna ao princípio que marcou essa sua fase: o experimentalismo. Nada mal para alguém que viu a morte de perto e deu a volta por cima. É um excelente disco conceitual e merece ser ouvido com cuidado, pois sua digestão não das mais simples. Segundo Frusciante, “é um álbum para ser tocado o mais alto o possível e em quartos escuros”.

u2U2 – No Line On The Horizon

O U2 parece não ter mudado muito o estilo com o qual foi consagrado durante décadas de pop/rock. Claro que, com o passar dos anos, novos elementos foram incorporados, mas a fórmula não muda. Afinal de contas, dá certo. Contudo, este disco tem um tom mais experimental, apesar continuar pop. O trabalho ganhou essa roupagem após o período em que a banda passou em Marrocos e no Oriente Médio. O U2 iniciou as gravações em 2006 e compôs mais de 50 músicas para no fim selecionar apenas 11.

07
jun
09

Rock + rap; bom casamento ou som comercial?

É difícil vermos fãs aficionados tanto do bom e velho Rock n’ Roll quanto do Rap, uma das mais populares manifestações da black music. Em muitas vezes, existe um preconceito de um gênero com o outro, principalmente dos fãs do primeiro em relação aos do segundo estilo musical. Mas, para os raros amantes dos dois estilos musicais, algumas parcerias enchem os olhos.

O casamento do Rock com o Rap tem seu primeiro grande episódio na música Walk This Way, gravada em conjunto pela consagranda banda Aerosmith e pelo trio de rappers Run D.M.C.

Confira abaixo o vídeo da contagiante música, que mistura os riffs da guitarra com as batidas do rap:

Mais recentemente, essa parceria atingiu o auge das paradas quando Jay-Z e Linkin Park gravaram um CD juntos, misturando letras e bases da banda com as batidas e as frases do rapper. A combinação fez sucesso principalmente graças à mistura de Encore, de Jay-Z, com Numb, do Linkin Park.

Confira abaixo o vídeo do maior hit da parceria:

Hoje em dia, parcerias são mais comuns. Um dos grandes ícones do Pop Rock da nossa geração, John Mayer fez participação especial em uma música bônus de um CD do rapper Kanye West, gravando o refrão de Bittersweet. Uma prova de que a parceria pode dar bons resultados.

23
mai
09

Paul Is Dead?

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Beatle foi substituído por um sósia após acidente de trânsito

Beatle foi substituído por um sósia após acidente de trânsito, em 1966

Paul está morto?! Pois é. São inúmeros os indícios que dão conta de que o eterno Beatle já passou desta para uma melhor. Uma verdadeira lenda urbana, que nunca será comprovada, porque, na verdade, trata-se de uma grande brincadeira. Os integrantes do conjunto nunca admitiram qualquer tipo de envolvimento ou colaboração com o  boato, mas é provável que tenham aderido à traquinagem.

Tudo começou em 1966. Logo após o lançamento do álbum Revolver, os Beatles pararam de excursionar durante um breve período em razão da complexidade de transposição das músicas do estúdio para o ao vivo. Isso, aliado a um acidente de moto sofrido por Paul, despertou a criatividade do público, que começou a buscar uma explicação para o “sumiço” temporário do baixista da banda. Esse acidente lhe rendeu um dente quebrado e uma cicatriz no lábio, que carrega até hoje e pode ser vista com clareza nos videoclipes de Paperback Writer e Rain. Segundo diz a lenda, ele teria furado um cruzamento e colidido contra um carro no dia 9 de novembro de 66. Daí veio a história de um concurso de sósias para substituir o músico em suas funções, e, posteriormente, os produtores começaram a soltar pistas sobre a morte do músico. O escolhido? Um sujeito chamado Billy Shears.

Principais indícios da morte de Paul McCartney:

Primeira capa de disco desenhada

Primeira capa de disco desenhada

Revolver (1966): O disco foi lançado antes do suposto acontecimento, mas mesmo assim entrou para o hall de pistas sobre a morte de Paul. Trata-se da primeira capa de um disco dos Beatles desenhada; isso teria sido pensado para que o público não reconhecesse o sósia. Também há uma mão aberta em cima de sua cabeça, sinal de benção aos mortos em diversas culturas. Esse símbolo seria repetido em inúmeras oportunidades, reforçando cada vez mais a lenda, como por exemplo na capa de Yellow Submarine. Nas letras, os indícios que chamam mais atenção estão nas músicas Eleanor Rigby, Dr. Robert e She Said She Said.

Em Eleanor Rigby, a figura do Father McKenzie seria na realidade Paul McCartney, pela semelhança entre os sobrenomes. Reparem na letra: “Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave“. Traduzindo para o bom e velho português: “padre McKenzie limpando a sujeira de suas mãos após sair do túmulo”.

Já em Dr. Robert: “He does everything he can, Dr. Robert“, ou melhor, “Dr Robert faz de tudo o que pode (para salvar a vida de Paul)”. Ao que consta, Dr. Robert seria o médico que atendeu o britânico após o acidente automotivo.

Por fim, She Said She Said: she said I know what it’s like to be dead” ou “ela disse que eu sei como é estar morto”.

A capa mais emplemática da banda

A capa mais emblemática da banda

Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967): Frequentemente citado como o mais influente álbum de rock da história, Sgt. Peppers tem uma capa emblemática e cheia de conteúdos “suspeitos”, por assim dizer, e que representa o próprio funeral de Paul McCartney. Mais uma vez, aparece uma mão fazendo uma benção à morte sobre o músico. No chão, há um arranjo de flores formando um baixo semelhante ao que o britânico toca e virado para a esquerda, uma vez que ele é canhoto. Ao lado, há uma estatueta de Shiva, a deusa hindu da morte que aponta diretamente para o Beatle morto. Na foto da contracapa do álbum, todos estão virados para frente, com exceção de quem? Paul.

Imagem

Imagem espelhada do bumbo de Ringo Starr

No bumbo de Ringo Starr, se espelharmos horizontalmente cortando a frase “Lonely Hearts”, é possível ler “one he die” fazendo mais uma referência à morte do baixista do conjunto.

Na letra de Sgt. Peppers, “so let me introduce to you the one and only Billy Shears“. Ou seja, “permitam-me apresentar o primeiro e único Billy Shears”, sósia de Paul.

Na letra de A Day In The Life há algumas pistas bem claras: “He blew his mind out in a car, he didn’t notice that the lights had changed“. Para o português: “ele estourou sua cabeça em um carro, ele não notou que as luzes haviam mudado”.  Outro fragmento: “A crowd of people stood and stared they’d seen his face before, nobody was really sure if he was” -> “Uma multidão parou e assistiu, eles haviam visto seu rosto antes, ninguém tinha certeza se ele era”.

Paul descalço e placa do fusca são sinais

Paul descalço e placa do fusca são sinais da morte do Beatle

Abbey Road (1969): O penúltimo disco dos Beatles, que tornou famoso o estúdio da Rua Abbey, em Londres. Paul McCartney é o único integrante da banda a andar descalço (os mortos costumam ser sepultados sem sapatos), com a passada trocada e olhos fechados. À esquerda, há um Fusca amarelo com a placa “281F”, que significa que ele teria 28 anos se (if) estivesse vivo no ano do lançamento do álbum. Além disso, há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais. Outro indício que gera discussão é o fato do Beatle estar com um cigarro na mão direita, o que seria uma prova de que trata-se de um sósia, já que ele é canhoto.

Na letra de Come Together John canta: “one and one and one is three“, ou seja, três Beatles restantes.

Há mais centenas de pistas que dão conta da morte de Paul McCartney – muitas delas malucas e fruto da imaginação dos fãs da banda, outras são um tanto quanto untitleddescaradas – que mostram claramente que os integrantes do conjunto entraram no espírito da brincadeira e encontraram uma maneira de promover seus discos. Fato é que, vivo ou morto, Paul McCartney continua batendo recordes de vendas de ingressos em seus shows pouco acessíveis a nós, reles mortais.

20
mai
09

Tocando por mudança

O produtor Mark Johson teve a interessante idéia de aliar música de qualidade e projetos sociais em uma empreitada ousada e interessante. A princípio, ele saiu pelo mundo gravando artistas de rua e mixando o material obtido em uma faixa única, algo como uma linha de montagem internacional. Hoje, o Playing for Change – Peace Through Music é um projeto multimídia mundialmente conhecido, inclusive já tendo feito shows pelo planeta.

O primeito hit do produtor e de seu exército de artistas de rua foi o imotalizado sucesso Stand By Me, composto e intepretado, inicialmente, por Ben E. King, mas que ganhou versões mais famosas com nomes como Marvin GayeThe Fugees.

Confira abaixo os artistas do Playing for Change intepretando o hit Stand By Me:

O sucesso continuou com a não menos empolgante intepretação de Let’s Don’t Worry. Confira a seguir:

Mais tarde, foi a vez de One Love, sucesso do imortal Bob Marley. Ouça, aqui no RRT:

Para mais informações e vídeos sobre o projeto, consulte o site oficial do projeto.




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